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18 de jan. de 2010

Pós-Pecado

Como o cristão deveria reagir depois de pecar? Obviamente, em se tratando de um cristão-modelo, aceitaria o perdão de Deus e continuaria sua vida como se nada tivesse acontecido. Porém, certamente existem alguns que não tem essa reação.

Não raramente alguns, mesmo sabendo que estão perdoados por terem se arrependido, não conseguem se reerguer, superar o erro, acreditar em si mesmos de novo, sonhar novamente em fazer diferença no mundo. Isso porque, pensando bem (analisando um pouco mais a fundo), não é o pecado por si só que destrói, e sim a culpa (o medo, ou outro nome que quiserem nomear), que muitas vezes perdura após o pecado; essa sim paralisa (adormece, deprime) alguns cristãos.

Logicamente, a culpa atua numa profundidade diferente em cada pessoa. Alguns fingem que estão bem, outros fogem, outros se entregam a vícios (uma diversidade terminada em “holic”). Isso, pois, trata-se de uma questão mais psicológica do que espiritual. Não se nega o fato de que a vontade do Diabo é destruir o homem, inclusive contribuindo para que ele se sinta culpado pelo pecado. No entanto, o ser humano terá que lidar com sua psique enquanto viver essa vida terrena, pois sua alma estará ligada a ele até a morte.
Além disso, o espírito não anula os pensamentos e os sentimentos, ele pode apenas ajudar a alma a tomar as decisões e as atitudes certas. Cada pessoa já teve ou terá uma experiência pós-pecado; e, tendo em vista que cada um tem um desenvolvimento psíquico e espiritual diverso, a resposta à culpa resultante do pecado dependerá da intensidade com que cada um viveu o assunto.

Às vezes, o mais difícil, depois de pecar, não é reencontrar Deus, mas sim reencontrar a si mesmo. Pode-se dizer isso, pois, para alguns, mesmo sabendo que a humanidade é falha, e continuará sempre falhando, não conseguem conviver com o fato de que erraram, nem confiar que podem ser como eram antes de errarem, ou até melhores. Quantos estão perdidos no interior de si mesmos, sem que ninguém note? Quantos ainda nem descobriram que estão nesse estado por se sentirem culpados pelo pecado?

Busque a Deus, ajude a si mesmo e aos outros.

Por Maria Carolina D. Bortoloti
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15 de jan. de 2010

Fazer a diferença


A sensação que tenho ao ler a carta de Paulo a Timóteo é que estou sentado aos pés do apóstolo. A carta é viva e atual. O conselho de Paulo perpassou gerações. Ele é capaz de tocar nesta geração que deixou de mergulhar nos seus ensinamentos.


Inserido numa cultura depravada, opressora, sedutora, egoísta e que banalizava a fé cristã, Timóteo se deparou com a seguinte questão: vale a pena viver o evangelho? Será que as paixões que sinto não estão contrapondo a fé na qual fui ensinado desde a tenra idade?

Neste conjunto de fatos e realidades, eu sinto alguma ansiedade em relação ao futuro da liderança da igreja evangélica. Esta preocupação surge a partir dos valores que regem a vida dos jovens. Qual o grande desafio, então, para a juventude do terceiro milênio? Estamos “ativistas” ao invés de sermos dinâmicos. Estamos na onda, ao invés de estarmos sobre ela. Fomos envolvidos pela sociedade, ao invés de envolvê-la com o evangelho. A perda da identidade cristã em busca do ser e do ter tem feito inúmeras vítimas espirituais. Esta leitura possibilita um diagnóstico da igreja evangélica brasileira, a partir da nossa juventude comprometida com outros valores e princípios que não são eternos, mas passageiros e decepcionantes.

Surge uma pergunta inevitável: onde estão os “Timóteos” da nascente geração e do novo milênio? Isto é, onde estão os jovens que resistirão as pressões da cultura dominante? Quem permanecerá firme em seu comprometimento com a autoridade da Escritura? Quem usará sua vida deliberadamente servindo ao evangelho? Onde estão essas pessoas? Os grupos de jovens que existem nas igrejas estão desenvolvendo e nutrindo os valores do reino de Deus?

Um olhar cuidadoso e meticuloso fará com que o jovem perceba que a sociedade está enferma. Uma pesquisa recente do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República apontou que 33 mil jovens, entre 12 e 18 anos, devem ser assassinados no Brasil de 2006 até 2012. Será que isto não mexe com você? Caro jovem cristão, você está inserido nesta pesquisa. Os seus braços ficarão cruzados enquanto você e tantos outros correm o risco da morte? Tudo isso porque esta sociedade está submersa na escuridão.

Esta geração possui uma fonte de riqueza muito grande em relação à capacidade de atingir multidões. Vão pelas avenidas, fazem protestos, lutam por direitos dos estudantes.

Ser um jovem cristão não é fácil. Tudo é lançado pronto: a comida, o estilo de roupa, o corte de cabelo, os adereços das mulheres. Infelizmente a juventude prioriza o recurso do “não-esforço”. Para que pensar se existe alguém que pode fazer isso? Para que mudar a realidade?

Por isso, vale destacar alguns jovens que fizeram a diferença. Por exemplo, o jovem americano Ashbel Green Simonton, que aos 26 anos foi ordenado pastor. Chegou ao Brasil em 1859 e desbravou o imenso campo missionário. Dedicou-se à evangelização e à assistência social. Em 1862 fundou a Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil, em parceria com o Rev. Alexander Blackford. Um jovem que abriu mão de todo conforto e viu a sua esposa morrer no campo missionário brasileiro.

O jovem Simonton tinha uma saúde debilitada. Aos 34 anos morreu de febre amarela. Em nenhum momento se arrependeu de esgotar a sua vida em prol do reino de Deus. O glorificou até à morte. Ele assim disse no seu diário: “No retrospecto de minha própria vida durante o ano que agora se finda, sinto-me culpado. Aponto algumas obras realizadas da melhor maneira possível, mas em que medida tenho eu progredido na direção do céu? Aí é que me sinto em falta. Não consigo ir além da prece do publicano ‘Tem misericórdia de mim, pecador’. Como suspiro por um coração inteiramente dominado por Cristo”. Sem dúvida, ele foi um exemplo de vida para pecadores como nós.

Andressa Duarte Barragana, de Pelotas, RS, com apenas 13 anos acreditou que poderia ser alguém relevante. Dedicou a sua vida e o seu tempo para a transformação de vidas. Ela tinha a missão encravada no seu coração. Crianças, adultos e idosos foram impactados pela simplicidade e pelo espírito de serva que Andressa transmitia. Atos como um sorriso, um abraço e um olhar trouxeram a esperança para idosos que foram abandonados por seus familiares.

Uma jovem de apenas 13 anos ressocializou as mulheres da sua vizinhança. Ela proporcionou na sua casa oficinas de artes, “decoupage”, “biscuit” e artesanatos. A oração era um exercício diário da sua vida. Crianças foram despertadas. Esta jovem é o que caracteriza-se como viver para a glória de Deus. Andressa nasceu em 1994 e morreu aos 14 anos, em 2008. Ela fez o que eu levaria décadas para realizar. Ela mudou a vida de centenas de pessoas. Mais de cem foram batizadas por intermédio do seu ministério. Inúmeras vidas influenciadas pelo seu exemplo. Ela glorificou a Deus até no último momento da sua vida. Ela fez a diferença.

Nós, cristãos, temos o hábito de lamentar a deterioração dos padrões do mundo com um farisaico ar de grande desalento. Criticamos a sua violência, desonestidade, imoralidade, desrespeito para com a vida humana e sua ganância materialista. “O mundo está se afundando cada vez mais”, dizemos, com um encolher de ombros. Mas de quem é a culpa? Quem é responsável por isso? Se a sociedade se decompõe e seus padrões declinam a tal ponto, que ela acaba se tornando como uma noite escura ou um peixe malcheiroso, é um contra-senso culpá-la. Pois isto é exatamente o que acontece quando homens e mulheres “caídos” são deixados entregues à própria sorte e quando o egoísmo humano não é questionado. A pergunta a ser feita é:

“Onde está a juventude cristã? Por que os jovens cristãos não estão transformando a sociedade?”. Portanto, se a escuridão e a decomposição existem, a falha é nossa, e temos que assumir a culpa.

Você pode ser muito jovem, tímido e fraco (como Timóteo era). Você pode viver em um ambiente hostil (Timóteo vivia). Mas como Timóteo você possui todos os recursos que precisa. As Escrituras inspiradas por Deus podem guiar, equipar e inspirar você. Então permaneça firme: “Fortifica-te na graça que está em Cristo
Jesus” (2 Tm 2.1).

Christopher Marques
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26 de nov. de 2009

Evangelho Kolynos



Você já escovou os dentes hoje?
Pra que escovar os dentes? É pra tirar o gosto ruim da boca? Pra melhorar seu hálito? Pra ter um sorriso mais branco? Pra conquistar alguém?!


Eu acho muito engraçado assistir comerciais de creme dental! Lembra da campanha de uma marca famosa, onde as pessoas pulavam dos barcos no mar azul e aquela voz de fundo fazia o “aaaahhhhh”? E as propagandas daquela marca que mostra os casais se beijando como se o mundo fosse acabar? E ainda aquela onde a menina dá um sorriso e é como se ela tivesse engolido uma lanterna que ilumina todo o ambiente!

Se você fosse de uma cultura primitiva e assistisse a esses comerciais pela primeira vez, você pensaria que esse tal de creme dental teria poderes especiais! Seria um creme mágico que transporta as pessoas para lugares paradisíacos, atrai o sexo oposto e ainda nos torna fluorecentes!

A última coisa que você pensaria é que o verdadeiro propósito do creme dental é a limpeza e a manutenção da saúde bucal!

As empresas, que estão sempre buscando aumentar sua participação de mercado, suas vendas e consequentemente seus lucros, focam em características secundárias dos produtos, como o gosto especial ou a sensação de hálito fresco, ou em possíveis aplicações sociais como a facilitação da conquista do sexo oposto, muitas vezes usando analogias visuais (água, neve, locais paradisíacos, etc), ignorando a primeira e mais importante propriedade do seu produto: a limpeza.

A questão que me veio à mente hoje enquanto escovava meus dentes, é que hoje em dia, ninguém compra um creme dental pelas propriedades ou qualidade, mas sim pelo sabor, pelo posicionamento da marca ou ainda, pelo comercial. Cada um compra o creme dental que mais lhe agrada, mesmo que não cumpra sua função principal!

Já percebeu como o mesmo acontece com o Evangelho?

Quantas vezes você já ouviu falar sobre o evangelho ser sobre relacionamento? Quantas vezes já ouviu o evangelho do ‘bem-estar’? Quantas vezes já ouviu que Jesus te ama? Quantas vezes já ouviu que o Evangelho é amar ao próximo?

Sempre que escuto essas coisas, eu sinto como se estivessem tentando me vender creme dental… Eu posso até acreditar que essas coisas são verdadeiras e fazem parte do Evangelho. Mas convenhamos, o Evangelho não é só isso!

Aí eu te pergunto… Qual é o verdadeiro propósito do evangelho? Ou melhor, o que é o verdadeiro evangelho?
Todas essas coisas, relacionamento, amor, aceitação, etc. São boas e louváveis… Mas será que isso é o Evangelho?

Nesses tempos de ‘politicamente correto’, não se fala mais sobre pecado. Consequentemente, não se fala mais sobre condenação (afinal, Deus é amor e tal) e no fim, eu nem sei mais do que estão tentando me salvar!
É muito comum ouvir sobre o que devemos fazer (amar ao próximo, fazer o bem, ações sociais, louvor, culto, comunhão, relacionamento ou até ofertas e dízimo), mas é raro ouvir sobre quem nós somos (pecadores) e sobre qual é a nossa situação (espiritualmente mortos e separados de Deus). Ouvimos pouco sobre quem é Deus (Criador, Santo, Soberano), sobre quem é Jesus (Salvador, Messias prometido, Sacrifício vivo no nosso lugar) e menos ainda sobre a Graça (favor não merecido. pela qual somos salvos por Deus através de Jesus Cristo).

Ouvimos mais sobre escolhas do que sobre arrependimento. A auto-ajuda substituiu a confissão de pecados. A música substituiu o louvor. E o louvor substituiu a adoração. E temos nos esquecido que o Evangelho significa “Boas Novas de salvação”.

Talvez esse seja um dos motivos pelos quais algumas muitas igrejas estão tão capengas fracas!

Ao invés de sermos transformados através do arrependimento e conversão diária para viver o evangelho, fazemos o caminho contrário, buscando a redenção através do amor ao próximo, relacionamento ou boas obras…

Não existe Evangelho sem arrependimento! Não existe arrependimento sem a consciência de pecado. E não existe consciência de pecado sem conhecimento da santidade de Deus, E ninguém vai saber que Deus é absolutamente santo, sem a pregação da Palavra de Deus.

Pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, mas como crerão, se não há quem pregue?!

Precisamos ser mais como Paulo e nos concentrar em pregar somente o Evangelho de Cristo – mesmo para igrejas cheias de cristãos! Todas as outras coisas virão como consequência disso pela ação do Espírito Santo nas nossas vidas.

E da próxima vez que você ouvir uma pregação preste atenção se ela não é um comercial de creme dental, lembre-se do verdadeiro Evangelho de Cristo. Da sua verdadeira condição de pecador e da Graça infinita de Deus. Creia. Confesse. Arrependa-se. Viva o Evangelho.
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24 de nov. de 2009

O Cristianismo baseado em números


Estamos atualmente passando por um tempo em nossos templos (igrejas), em que a numeração dos membros ligados a estas comunidades, tornou-se mais importante do que a qualidade espiritual liberada dentro delas. Os números se tornaram mais importante do que o louvor e o culto que prestaremos Deus.

Na bíblia está escrito: “… se houverem dois ou mais reunidos em meu nome, ali Eu estarei”. Mais uma vez Deus mostra o quanto é simples e o que verdadeiramente importa é: PRESTAR CULTOS A ELE. Isso se torna algo simples, o Espirito Santo é muito simplista, ele quer o que verdadeiramente importa, nada além disso.

Há escassez de sabedoria e interpretação bíblica em muitos líderes religiosos (pastores) para entenderem que: O que mais vale é UMA alma no céu DO QUE O MUNDO INTEIRO. E isso infelizmente, tem se agravado muito. Seríamos uma geração debilitada pela falta de visão, ou as interpretações da bíblia tornou-se algo como nunca foi antes. Será que o Espírito Santo está se revelando de forma NUNCA VISTA? Sendo que tem se acrescentado até mais palavras insinuantemente “dizendo” que os discípulos esqueceram de pôr nela (na biblia)?.

O que tem acontecido, é um crescimento desordenado, com debilitações nos acompanhamentos e a perda rápida do foco entre o “povo” (a carência no pastoreio também existe). ATÉ QUANDO NÚMERO IRÁ MOSTRAR A FALSA QUALIDADE DE UMA IGREJA?

Esses líderes de igrejas numerosas, caem facilmente, podemos acompanhar os noticiários de nosso dia-a-dia. Esses buscam tanto por “almas”, simplesmente para lotar seus bancos, mais ao mesmo tempo os bancos estarão vazios.

Estando eles vazios, e não havendo a preocupação com essas almas vazias, elas se perdem e caem em processos de rancor e falta de perdão. Pois se na bíblia diz que: “… se um pastor tiver cem ovelhas e uma delas se perder pelo caminho, o pastor deve voltar e recolhe-la para que não se perca mais”, então, não estamos cumprindo o chamado de Deus. Se é para convivermos com pastores sem cajados, que se importam apenas com as ovelhas que estão saudáveis, então: PREFIRO VIVER O EVANGELHO “QUADRADO”.

Até quando nós, ovelhas, vamos ver nossos pastores dando maior atenção com aquelas que têm mais dinheiro? Ou simplesmente por serem apenas mais ovelhas? ATÉ QUANDO NÚMEROS SERÃO IMPORTANTES?

Todos somos filhos de Deus, todos temos direito a salvação e a vida eterna. Temos também direito ao acolhimento e direito de ter um guia.

Na hora de acolher, quando a “alma” está no mundo TODOS ACOLHEM. Todos querem aquele(a) para o seu “aquário” mas, quando a alma já la dentro do “aquário” e adoece, POUCOS QUEREM CUIDAR. E isto provoca algo chamado: ORFANDADE ESPIRITUAL.

Estamos atualmente em um tempo em que a bíblia se tornou uma prática desnecessária (principalmente para esses pastores pós-modernos). E as letras dos louvores se tornaram mais importantes do que há escrito na biblia, ou até mesmo (radicalizando) se tornaram nossas bíblias. E o “mais importante” , é que nossas igrejas estejam lotadas, para mostrar que: “esse são os nossos frutos”.

Não estou aqui criando esta publicação, para criticar a uma denominação específica, ou a alguma liderança religiosa da atualidade. O que quero é alertar do que tem acontecido hoje e expor minha opinião. Se há igrejas grandes, com muitas pessoas, amém. Claro, se estiver havendo foco correto (Deus).

E termino com o seguinte alerta: Precisamos vigiar! Devemos saber que verdadeiro foco do nosso coração deve ser Deus e ter cuidado para que ele não se perca, pois os dias são curtos, e tem chegado o tempo. E eu deixo a seguinte pergunta:

Como será o futuro da igreja?

Escrito Por Felipe Nogueira
Corrigido Por Thais Lira
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20 de nov. de 2009

igreja e Igreja!



Frank Viola explica e quebra a igreja em seu livro Reimagining Church, ele diz exatamente o que muitos pensam e não conseguem dizer sobre ser Igreja “pós-moderna”
Este paradigma está enraizado numa tentativa de praticar o Cristianismo sem pertencer a uma comunidade identificável que se reúne regularmente para adoração, oração, comunhão e edificação mútua. Os que defendem isso reivindicam que a interação social espontânea (como tomar café no Starbucks quando quer que desejarem) e amizades pessoais incorporam o significado Neo-testamentário de “igreja”. Aqueles que abraçam esse paradigma acreditam numa igreja sem forma, nebulosa, fantasma. Tal conceito está desconectado daquilo que encontramos no Novo Testamento. As igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis, identificáveis, possível de serem visitadas que se reuniam em um local em particular regularmente.
Esse ano em especial foi um ano de muitas pessoas escreverem metendo o pau na Igreja, todo o tipo de manifestação contra a Igreja não provem de Deus, e simples. O que devemos entender é o significado exato de quando falamos de Igreja Ekklesia da igreja institucional.
Se pegarmos todas as igrejas que estão se mantendo fora das correntes do cristianismo institucional, as grandes igrejas do mainframe “cristão” algumas delas não se reúnem em casa, cafés, lugares públicos, mas em lugares alugados. O ponto fraco visível e apalpável de suas reuniões se encontram em uma liturgia vazia, repetida regularmente a cada semana, passando despercebida por seus membros. Contudo se aparecer os “insastifeitos” pedindo e executado mudanças os lideres dessa igreja chamarão essas pessoas de “ovelhas negras”, censurando a irreverência deles e mostrando o “poder da igreja institucional”.

Na verdade todos que estão “metendo o pau” ou realizando coisas “bizzaras” na Igreja estão deficientes em relação à idéia de Igreja do Novo Testamento conhecida por ekklesia.



A ekklesia, significa sob as normas do Novo Testamento, é um grupo de cristãos que se reúnem em, para e pelo Senhor Jesus Cristo, exclusivamente. Infelizmente não vemos isso como um ponto básico hoje em dia. Além de ser uma assembléia de crentes que estão fortemente comprometidos com a Sua plena expressão dentro de sua comunidade. Jesus Cristo é o sangue que dá vida à ekklesia. Ele é o centro, a circunferência, o conteúdo, o foco e o ponto de reunião da comunidade. Os santos que se reúnem como ekklesia em um local em particular, estão consumidos com Cristo e nada mais.
A sua meta é fazer a ele visível em sua comunidade – sua marca é o crescente conhecimento no Senhor – e seu testemunho é um indiscutível amor de uns para com os outros.

Independe se é uma igreja em casas (vide espaço modular), igrejas institucional todas as igrejas que não estão caracterizadas por estas qualidades espirituais, não apenas perdem o passo, mas que estão dançando o rock equivocado.

A genuína ekklesia não está centrada em temas, pessoas ou doutrinas. Está centrada em Cristo. A ekklesia existe por uma razão e para um propósito exclusivamente – a indiscutível supremacia e centralidade de seu Senhor. De fato, desde o ponto de vista de Deus, a igreja é uma Pessoa, e não uma estrutura. É Jesus Cristo em sua expressão corporativa humana.

Se você não tem isso, não importa aonde você esteja, se é uma igreja em casa, cafés, igrejas institucional, você deve realmente fazer o papel da ekklesia do N.T, se não os problemas e crises vão estar enraizadas a uma dramática luta pelo poder, uma manipulação por impor um ponto de vista teológico ou uma falta de aceitação sobre certas personalidades, fazendo da verdadeira ekklesia uma simples Igreja.

Pelo fato de muitos não entenderem a diferença de igreja e Igreja ekklesia, muitos deixam de somar com a ekklesia e passam a destruir a Igreja que Deus deixou para fazer diferença no mundo.

Frank Viola está realmente certo pelo menos nesse ponto quando diz que as igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis e identificáveis, mas será que ele está falando de igreja ou da igreja ekklesia?

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15 de nov. de 2009

O clube das pessoas pressionadas


Vivemos num mundo que nos pressiona de todas as formas. Para continuar vivendo o ciclo da vida diária, vamos nos amoldando às trágicas ou comuns realidades. Pressionados pelo tempo, pelas pessoas, pelos medos, pelas paixões, pelos limites, pelo incerto, pelo presente ou futuro, muitos vão sobrevivendo à realidade nua de uma vida completamente pressionada.
Quer queiramos ou não, em muitas situações, a cabeça não está tranqüila. As interrogações surgem e começamos a enfrentar a realidade de labaredas descontroladas, deflagradas de todos os lados. A aldeia global não está em paz. A impressão que se tem é de que quanto mais nos aproximamos e nos tornamos próximos de toda essa estrutura de comunicação, a crueza da existência nos assusta. Os problemas nos cercam. Aumenta a delinqüência. O crime organizado cresce cada vez mais. Há um colapso nos padrões morais, o burlesco é glorificado, o cinismo nos afunda, o sadismo é aplaudido enquanto invade as casas pela televisão. Cresce a literatura de bordel. Os programas e as novelas glorificam a imoralidade, a prostituição e o engano. E assim vai… Na expressão de um pensador, muitos chegam a dizer: “Onde está a vida que perdemos enquanto vivemos?”. Vivemos às vezes como se cada pessoa precisasse de um pedaço da gente.
Para vencer as pressões, precisamos de firmeza, ânimo, energia e disposição que durem, suportando dores, pressões e temores. Mas é muito importante que aprendamos uma lição muito simples e que deve se tornar prática: Viver é escolher, escolher é viver. Contudo, por si mesmo, o exercício da escolha não nos torna livres. A liberdade não é condição, mas realização. É um dom divino. A liberdade alcançada deve me levar de fato a escolhas que são impulsionadas por uma ética verdadeira onde tudo o que é justo, puro, amável, de boa fama, virtuoso e verdadeiro, seja realmente buscado. Viver sem esta lei da liberdade é uma completa escravidão.
Quero convida-lo a rasgar essa carteirinha do “clube das pessoas pressionadas” tomando de fato atitudes pensadas, refletidas e maduras que glorifiquem a Deus e tragam mudanças para a vida diária. Você pode tomar duas atitudes: 1ª) Crer que o mundo, em essência, é sem sentido, que a vida não passa de uma sombra ambulante vivida por um ator medíocre ou 2ª) Crer que e a vida é um dom de Deus, que pode e deve ser uma grande verdade Nele; que a vida é uma questão de escolha, na maioria das realidades. Que Deus é o maior bem que possuímos e que as nossas escolhas Nele nos livrarão de centenas de pressões que só roubam a nossa verdadeira razão de viver.
Viver bem é uma questão de decisão e escolha. Escolha a vida, enxergando, na finitude dos anos, uma verdadeira história que de fato se escreve para ser página lida pelos homens, mas autografada e conquistada por Deus.
Rev. Jonas Zulske
Ministro Presbiteriano e Teólogo
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14 de nov. de 2009

“E seremos a geração…” qual geração ?


Cantei bastante sobre uma geração que dança, pula, canta, extravasa, que é livre e etc.
É bacana a “energia” que rola na hora, chega a ser contagiante a galera pulando e dançando. Parece até uma geração que faz o que canta.

Mas a verdade não é bem essa.

Tenho me preocupado muito com essa geração.
Uma geração que tem coragem de pagar pra pular, dançar e cantar na presença ( presença de quem ?).
Uma geração que vive lá e cá. Uma geração que tem preguiça de se informar e de se formar.

Que mal há em ir em um seminário, em um intensivão de bandas ou seja lá o que for? Nenhum.

A questão é, quando isso vira seu estilo de vida.
Quando sua vida cristã se baseia em shows e eventos.
Quando na verdade sua vida tem que ser baseada na vontade de Deus e na palavra viva, isso caso você seja um cristão.

Me impressiona pessoas pagando R$120,00 por um evento gospel, e não dizimar.
Me impressiona pessoas pagando R$80,00 por um evento gospel para levantar as mãos durante algumas horas, e durante a semana essa pessoa sem gastar dinheiro algum não levantou as mãos para agradecer a Deus pela vida.
Me impressiona pessoas doando R$900,00 por um apelo na TV dizendo que você terá sua benção e de tabela ganhará uma bíblia de estudos, e durante o ano todo essa pessoa nem uma camiseta de 9,90 comprou para dar à alguém necessitado e a bíblia usa para deixar aberta no Salmo 91 para espantar “as coisas ruins” ao invés de ler e aplicar na vida.

Me impressiona pessoas lotando festinhas e confraternizações de igreja e quando se faz um apelo para evangelizar na rua as pessoas não vão, parece que tem vergonha. Dizem que tem um compromisso marcado já.

Essa é a geração que canta, pula e dança na presença.

Você Sabia?
“Mais de 33 mil adolescentes serão assassinados até 2012, prevê o IHA (Indicador de Homicídios na Adolescência), divulgado pelo Governo Federal, UNICEF e Observatório de Favelas. De acordo com o estudo, de cada mil adolescentes que completam 12 anos no Brasil, 2,03 morrerão vítimas de homicídio antes de completar 19 anos”. 

O mundo grita necessitadamente por uma Geração que gere mudança, uma Geração que viva a verdade, uma Geração que Ame, Geração que perdoe, Geração que renuncie o eu, Geração que divide, Geração que gere unidade, uma Geração que gere VIDA, uma Geração que leve a mensagem da Cruz.

Eu não quero ser de uma geração que canta, pula, dança e que tem um peso na consciência por que não amou, não perdoou, não gerou vida.

“Porquanto, quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a vida por minha causa achá-la-á. Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca da sua alma?” Mateus 16:25-26
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11 de nov. de 2009

Cadê você meu ?


Você já sentiu como se Deus tivesse cometido um erro?

É assim que os israelitas sentiam com o exército egípcio respirando no seu pescoço e o Mar Vermelho encarando-os no rosto.
E aqui está o detalhe: Deus os levou lá.
Pensa só, o ultimo lugar que eles poderiam ir seria para lá. Ali eles não teria como escapar da rota do exército.
Não podiam recuar ou avançar.
Parece até que Deus tinha causado um erro com os israelitas.

Mas Deus tinha-lhes bem onde Ele queria.
Às vezes Deus nos leva para um lugar/situação onde não temos por onde sair .
E esse é  muitas vezes o último lugar em que nós queremos estar.

Mas é o melhor lugar para se estar.
Aqui está a grande ironia: todos nós queremos experimentar um milagre.

Nós apenas não queremos estar em uma situação que exige isso.

Mas às vezes você precisa estar entre um exército egípcio e um Mar Vermelho para que Deus possa revelar mais de Sua glória!
E justamente quando você acha que Deus cometeu  um erro, o Mar Vermelho se abre na sua frente.
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Evangélico ou Cristão?


“…Porque eu não me envergonho do evangelho… mas, de ser evangélico” Romanos 1:16 (paráfrase do autor)
Hoje, após anos caminhando no meio do cristianismo e sendo tratado como “evangélico”; depois de sofrer com o descaso e com a sujeira que se instalou no meio religioso; diante da exploração imoral da fé e de pessoas; das decepções que acumulei nestes últimos tempos com a igreja, tomei uma decisão importante para a minha vida espiritual. Para tanto me debrucei sobre a Bíblia e criteriosamente analisei todos os fundamentos que definem o comportamento de alguém efetivamente comprometido com os ensinos de Jesus. Li com exaustão Atos dos Apóstolos para só depois tomar a decisão que achei a mais sensata diante do quadro que se instalou no meio religioso. Assim, deixei de ser mais um “evangélico” e decidi ser “cristão assumido”.

Você pode estar pensando que é tudo a mesma coisa, que não há qualquer diferença nas duas expressões, mas apesar de se assemelharem, definitivamente não há como serem associadas. Não da forma como pregam por aí nos transatlânticos da fé ancorados em quase todas as esquinas das cidades ou nos supermercados religiosos que vivem abarrotados de pessoas à procura de novidades. Aliás, vale salientar que os discípulos foram, em Antioquia, reconhecidos como “cristãos” e não como “evangélicos”. – Atos 11:26

Você pode estar me chamando de maluco ou desinformado; pode estar me considerando um herege; um rebelde frustrado, mas diga-me, quem são os “evangélicos” hoje? Que atributos credenciam alguém ao titulo de ser “evangélico”? Sugiro que você, antes de um prejulgamento contra a minha pessoa, faça uma lista contendo um nome de expressão no Brasil, no seu estado e em sua cidade, de alguém que você considera evangélico, pessoas que estejam ligadas à política, meio empresarial, educação, saúde ou órgão do governo.

Não vou exigir muito, estes me servirão como base para a minha tese. Vamos continuar o exercício, agora me diga, dos nomes que você listou, em qual desses setores você pode dizer com todas as palavras que “põe a mão no fogo” pelos indicados? Para qual dos escolhidos você seria capaz de ir aos tribunais defendê-lo na sua conduta como “evangélico”? Se a lista fosse minha, nenhum! E olha que não estou sendo radical, apenas sincero. É isto mesmo, a banalização do evangelho com práticas construídas sobre interesses denominacionais e não sob as ordenanças Divinas me dão sustentação suficiente para fundamentar os meus argumentos e a minha defesa. Cansei de ver raposa tomando conta de galinheiro.

Obviamente que existe ainda um grupo de pessoas com boas intenções, gente que de alguma forma busca viver o que prega, que ainda acreditam na propagação do evangelho como único instrumento capaz de satisfazer aos anseios do coração e da alma do homem. Louvo a Deus por estes que ainda resistem bravamente às investidas de satanás contra a igreja de Cristo e espero que não desistam de seus objetivos.

Já ao final de seu ministério, Charles Spurgeon* escreveu uma série de artigos intitulados “O Declínio” onde ele estava advertindo a igreja de seus dias, lá no passado, quanto ao fato de que o cristianismo estava em declínio e, o que era pior, o ímpeto de descida parecia estar vencendo todas as tentativas de conter esta decadência. Os líderes cristãos estavam se tornando mundanos, espiritualmente frios e tolerantes aos erros doutrinários. Isso acontecia em tal nível que Spurgeon tinha receios de que a igreja perderia completamente o seu testemunho. Infelizmente, a previsão de Spurgeon se tornou em realidade insofismável hoje.

Lamentavelmente o que vemos é muito mais gente que usa do titulo de “evangélico” para se esconder, para se auto-promoverem, para ganharem um bom dinheiro, contrariando com comportamentos condenáveis o que na verdade significa ser “evangélico”. O rotulo, mesmo falsificado, neste caso enseja confiança aos desavisados. Para onde foram os bons costumes? Onde está o senso de moral? O mundo encontra-se hoje numa situação vergonhosa e desesperadora, no entanto, os seus habitantes não têm vergonha do que fazem ou dizem e muitos encontraram na religião um lugar seguro para agirem sem serem incomodados.

Me envergonho do evangelho ao ligar a televisão e ver homens inescrupulosos negociando com a fé das pessoas; ao saber que na frente das telas da TV há muitos pobres evangélicos aprovando e até contribuindo com tudo que é mostrado ali; ao ver o comércio da fé sendo explorado livremente nas igrejas eletrônicas onde vende-se de tudo; ao ver a religião evangélica fazendo parcerias indissolúveis com o inimigo; ao ver líderes atrelados, andando de mãos dadas com o diabo na maior naturalidade. Me envergonho ao ver homens mudando a verdade de Deus em mentiras, honrando e servindo mais a criatura do que ao Criador;

Quanto dinheiro jogado fora nas fossas podres da religiosidade permissiva, nociva à sociedade e à vida espiritual. Quanta vergonha! Vergonha acompanhada por um misto de indignação e revolta, pois mesmo com todo o meu protesto e o meu esforço, percebo que a coisa caminha para o retrocesso rumo a um abismo espiritual intransponível.

Me cansei de carregar na testa o rotulo de evangélico. São todos iguais, afirmam as pessoas, colocando todo mundo num mesmo patamar, misturando joio e trigo em um só saco. Justos e pecadores, sérios ou não, todos sem distinção estão, pelas palavras da sociedade comungando comportamentos religiosos semelhantes. Os “evangélicos” lamentavelmente são os que mais enganam, os que faltam com a honra da palavra, os que difamam, subjugam pessoas, envolvem-se em escândalos espreitam a derrota, inclusive, dos próprios “irmãos da igreja”; são os que mais se divorciam segundo dados, os que mais sabem apontar o indicador de condenação, os que matam o amor pregando o amor. Cansei-me dos chavões, dos sermões e palavras construídas sob encomenda, pois de nada adianta falar do amor de Deus enquanto pessoas, do lado de fora dos templos, estão sem entender o barulho que se faz lá dentro.

Do outro lado o que vemos, no entanto, são pessoas simples dividindo o pouco que têm, com seus semelhantes sem ter nenhuma denominação religiosa por trás, enquanto muita gente que diz ser “servo de Deus”, e até se orgulham disto, com tudo que precisam e mais alguma coisa; com todos os pressupostos de felicidade à disposição, gente de triunfo, de sucesso, que pouco ou nada fazem, mesmo tendo muito mais do que precisam para viverem uma vida tranqüila.

Ser “evangélico” está na moda, ser “cristão” não. O primeiro é bonito, é moderno, é diferente, é místico, é favorável e em alguns casos dá status. O segundo pelo contrário não atrai pelas exigências de fidelidade e comprometimento sincero com princípios que poucos estão dispostos a arcarem com o peso que eles colocam sobre os ombros. Basta só dar uma espiadinha na lista de artistas, de jogadores e de políticos que se declaram “evangélicos” todos os dias… Ter um destes no rol de freqüentadores da igreja pode render bons lucros. Quanta hipocrisia! Quanta enganação!

Por tudo que relatei acima tomei a decisão de abandonar a fachada de “evangélico” para ser apenas “cristão”. Decidi viver bem com Deus, sem, no entanto, fazer propósitos irracionais, sem viver na alienação dos temores, sem ser forçado à obediência a líderes que intimidam e não pregam o evangelho. Decidi ser mais espiritual, mais humano, mais emocional, mais racional, mais sensível. Decidi ainda a abandonar a religiosidade vazia fundamentada em formas e resolvi correr atrás de conteúdo, algo que preencha todos os vazios do meu coração e da minha alma. Quero ser cheio de compaixão, exprimir amor na sua profundidade e na sua extensão, quero entender o sofrimento alheio. Quero, simplesmente, ser “cristão”.

* – Charles Haddon Spurgeon, foi um pastor batista britânico, que morreu em 1892.
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A igreja e o mercado


Vivemos neste início de século um momento de grande vazio existencial e ideológico. Há pouca esperança neste mundo sem alternativas econômicas justas e sem perspectivas políticas consistentes. A violência resulta no crescimento da incerteza e da insegurança. Nesse “salve-se quem puder” o mercado e a globalização se tornaram totens sagrados. É a primazia do capital sem pátria e sem ética e da lógica perversa da exclusão. Nossa geração vive neste quadro social caracterizado pela falência dos sonhos e das utopias, pelas privações materiais e pela ausência de parâmetros e de valores éticos e morais na família, no Estado, na ciência e nos negócios.


Nesse contexto o aspecto espiritual surge como um elemento de esperança e o homem contemporâneo volta-se para a religião como uma resposta, um alívio, uma cura para seus males. Surge, então, um supermercado da fé com suas prateleiras repletas de produtos: tarô, mapa astral, manuais de auto-ajuda, esoterismo, antigas e novas religiões ocidentais e orientais. Vivemos um reavivamento religioso caracterizado pelas leis do mercado e pela competição. Ganha o cliente quem tem a melhor estratégia de marketing.
Infelizmente, a igreja evangélica também caiu na armadilha do mercado. Passamos a apresentar um Jesus Cristo atraente, prometemos a salvação dos céus e a prosperidade na terra, que não exige renúncia alguma. Palavras como sacrifício, pecado, arrependimento, foram substituídas por decretar, conquistar, saquear. Transformamos nossas igrejas em prestadoras de serviços religiosos.

Para segurar os fiéis ariscos, prontos para criticar e mudar de igreja quando contrariados, temos pregadores ungidos e comunicativos, apoio da mídia, cultos bem produzidos, testemunhos de convertidos famosos. A eficiência passou a ser medida não mais pela santidade e pela presença profética, mas pelas leis do mercado: produtividade, desempenho, faturamento, profissionalismo. No seu anseio por novidades, a igreja brasileira se tornou refém de técnicas religiosas importadas e devidamente apostiladas.
O membro da igreja se tornou um consumidor exigente, que quer serviços de qualidade no louvor, na escola dominical, no púlpito, além de estacionamento e uma boa programação. Ele não passa de um mero coadjuvante no projeto pessoal do líder carismático que faz a igreja crescer. É útil enquanto apóia, colabora, contribui, ou seja, enquanto é produtivo.

Nesse esquema não há lugar para pessoas questionadoras ou que buscam modelos eclesiásticos mais relacionais e menos eufóricos, mais autênticos, com mais amor e menos poder. Tudo é mágico e instantâneo. O pacote teológico e missiológico vem pronto, sem reflexão, sem profundidade e sem diálogo com a comunidade e a cultura. E quando vem a ruptura, ela vem da pior maneira possível, com luta pelo poder, maledicência, traições, expulsões e ressentimentos, que geram inimizades irreconciliáveis.

Por um lado, temos a migração contínua: muitos crentes já estão na terceira ou quarta igreja desde que se converteram; por outro lado, cada vez mais cristãos sinceros e comprometidos, porém feridos e abalados pelos descaminhos da igreja evangélica. Eles permanecem firmes na fé, no entanto não querem participar de nenhuma igreja. Alguns se voltam para a espiritualidade clássica cristã e passam a se alimentar de antigas correntes da igreja histórica, ocidental e oriental. A meditação, o silêncio, a solitude, os votos, a oração do coração, a mentoria, o companheirismo cristão são caminhos alternativos.

A tentação do mercado levou a igreja a distorcer os conteúdos da Grande Comissão. Fazer discípulos de Cristo, isto é, seguidores e imitadores de seu projeto, tornou-se fazer neo-evangélicos bem-sucedidos. Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, isto é, a experiência e a compreensão do mistério do relacionamento trinitário, tornou-se batizar na cultura denominacional. Ensinar a guardar todas as coisas que vos tenho ensinado, isto é, o aprofundamento contínuo na abrangência do discipulado, tornou-se ensinar a pedir todas as coisas.

O resultado da religião de mercado é uma crise sem precedentes na liderança da igreja evangélica brasileira. Para aqueles que não se renderam ao mercado resta, muitas vezes, a frustração de seus ministérios diminutos e a culpa pelo lento crescimento de suas igrejas. Mesmo celebrando o crescimento numérico, precisamos assumir este lado obscuro da igreja, que não gostamos de admitir. Estas linhas nos convidam a olhar amorosamente para nós mesmos, líderes evangélicos: nossos corações, nossas motivações, nossa tentação pelo mercado, fazendo pequenas concessões e nivelando por baixo as exigências do discipulado e os conteúdos da Palavra de Deus.

Mais do que nunca a igreja precisa de homens e mulheres que ousem olhar para dentro de seus corações e confessar suas mazelas, seus desejos de poder e de riqueza, suas vidas afetivas e sexuais não resolvidas, suas divisões e brigas, sua omissão profética e seu descaso social. E, assim, confessar nossos pecados e invocar a misericórdia do Pai para termos a coragem de prosseguir, apesar de nossas falhas, nesta sublime vocação de santidade e serviço para a qual fomos chamados.

Osmar Ludovico
http://solomon1.com/a/2009/21/a-igreja-e-o-mercado/#more-1429
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7 de nov. de 2009

Pegadas na area...




Uma noite eu tive um sonho…
Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e através do céu, passavam cenas da minha vida.
Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor.
Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia.
Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor:
- Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores atribulações do meu viver, havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
- Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços.
Que Jesus abençoe a todos.
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Você confia plenamente em Deus?


 Um alpinista, ansioso por conquistar o topo de uma altíssima montanha, iniciou a escalada. Enquanto subia, foi ficando tarde, mas o montanhista decidiu não acampar, e continuou a escalada. A poucos metros do alvo proposto, escorregou e começou a cair vertiginosamente. De repente, a corda esticou e ele sentiu um forte impacto. A corda salvadora estava amarrada em estacas, e ele ficou pendurado. Suspenso nos ar, ele gritou: – Meu Deus, me ajuda! E uma voz respondeu: – Que você quer que eu faça? – Salva-me, respondeu o alpinista. E a voz prosseguiu:
- Você realmente crê que eu possa ajudá-lo? – Sim, confirmou o alpinista. Prosseguiu Deus: – Então corta a corda na qual você está pendurado. Nenhuma reação!
Conta a equipe de resgate que o encontraram, congelado e morto, a dois metros do solo, agarrado firmemente na corda… E você, cortaria a corda? Como você vigia, enquanto aguarda a volta de Jesus? Com fé? Com dúvidas? Que bom que podemos cortar a corda cegamente, pois sabemos que sempre cairemos nos braços amorosos de Deus.
“Vigiem e fiquem alertas, pois vocês não sabem quando chegará a hora.” Marcos 13:33
Retirado do livro 365 Bençãos de Max Lucado.
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Onde esta o seu milagre?


Quando falamos sobre milagres quais as primeiras coisas que vem a sua cabeça? Paralíticos andando, cegos vendo, doenças incuráveis contrariando diagnósticos ou coisas impossíveis aos olhos, de nós humanos, acontecendo?

Podemos lembrar de quando escutávamos histórias de homens que fizeram de suas vidas um milagre. Moisés, o homem que abriu o mar, um dos homens que mais viveu milagres em sua vida. Além de abrir o mar, furou a pedra e dela saiu água, recebeu pão e carne do céu, até sua morte é um mistério sobrenatural, já que seu corpo foi enterrado por Deus e até hoje não se sabe onde.

Lembrando de tantas histórias miraculosas da Bíblia porque não falar do Homem dos Milagres, desde o seu nascimento até sua morte e ressurreição – Jesus. Fez com que a mulher com fluxo de sangue, aquela cuja doença não tinha solução na medicina, fosse curada. Com cinco pães e dois peixinhos alimentou cinco mil homens. Fez viver novamente a filha de Jairo, seu amigo Lázaro, o filho da viúva. Transformou água em vinho. Ressucitou dos mortos, transfigurou-se e voltou ao céu. Acima de todos os seus milagres, o maior de todos – nos deu a salvação, pagou nosso preço com Sua vida. É o mesmo ontem, hoje e será pra sempre. É atemporal.

Pensamos que tudo isso ficou para trás, não vemos tantas maravilhas quanto nos tempos bíblicos. Nos esquecemos de olhar os pequenos milagres do dia-a-dia. O sol aparecer todos os dias, o perfume de uma flor, o milagre da vida. Nós acordarmos todos os dias, nosso organismo funcionar tão perfeitamente, termos sensações, você nunca pensou em como você sente gosto?

A força que faz os elétrons permanecerem ao redor do átomo. Como esse, muitos fenômenos permanecem inexplicados para a ciência. Um cientista alemão disse ao ser questionado sobre essa força que não se envergonhava de dizer que só poderia ser ação do Espírito Santo.

Então antes de se perguntar – Onde está o meu milagre? – respire! 

E você estará vivendo ele.
Há duas formas para se viver a vida:
uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein

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Benção em lugar de maldição



Seguir a vontade de Deus nem sempre é uma decisão fácil. Especialmente, quando isso implica em desobedecer a pessoas poderosas. Quando o patrão manda o empregado praticar falcatruas, não é fácil dizer não. Quanto todos, no trabalho, estão dentro de um esquema desonesto, não é fácil dizer que não queremos participar dessa perversão. Quando os colegas de escola e de faculdade propõe uma atividade que não condiz com a fé cristã, não é fácil discordar do grupo. Afinal, ninguém quer ser diferente e correr o risco de ser marginalizado pela turma.
Nesta leitura bíblica, relata-se um episódio que ocorreu com o profeta Balaão. Ele foi convidado pelo rei Balaque para proferir uma maldição contra seus inimigos, o povo de Israel. No entanto, em vez de maldição, o homem de Deus anunciou bênçãos em favor dos inimigos do rei, opondo-se, portanto, ao seu superior. Abençoar os inimigos – essa foi a vontade de Deus. Não era fácil desobedecer ao rei. Mas, entre o rei e Deus, Balaão preferiu ficar com Deus.
Como nós reagimos em situações nas quais precisamos optar entre um e outro? Nem sempre é fácil decidir-se a favor de Deus. Quando Cristo enfrentou o padecimento anterior à crucificação, ele pediu que, se possível, o pai afastasse dele este cálice, mas não se negou a seguir o caminho mais doloroso até o fim. Se ele, que é a nossa vitória, fez isso por nós, ele nos compreende e nos ajudará na hora em que precisamos tomar uma decisão difícil.
Por isso, peçamos ajuda a Deus, para que tomemos as decisões certas, conforme a tua santa vontade. Que Jesus nos ajude nos momentos de insegurança, para que possamos compreender o que Ele espera de cada um de nós.
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24 de out. de 2009

Deus é fiel, e você?


Deus é fiel, no adesivo do carro, no caderno, na faixa de promoção da loja de roupa, na TV, na pulseirinha, no encarte de CD, na web, na propaganda eleitoral, na copa do mundo, no jogo da seleção… bom enfim, vejo essa frase quase sempre, e quase sempre não vejo as pessoas sendo fiel a Deus.
Deus é fiel e você é fiel a Deus?
As vezes eu tenho a impressão que a expressão “Deus é fiel” virou modinha!
Será que as pessoas realmente tem idéia da dimensão da fidelidade de Deus?
A partir do momento em que dizemos Deus é fiel e não sabemos sobre a fidelidade de Deus para com a nossa vida, é como se estivéssemos colando um adesivinho desses de modinha que todo mundo coloca no carro, só para aparentar acreditar em Deus e se fazer de religioso.
A fidelidade de Deus vai além do nosso entendimento.
A fidelidade pertence a Deus; a inconstância caracteriza o homem pecador.
Porem a única coisa que pode nos descaracterizar de um homem pecador e nos purificar de toda injustiça é a fidelidade de Deus.( 1João 1:9)
“Porque fiel é o que prometeu”. Hebreus 10:23
Deus a cada dia tem cumprido promessas em nossas vidas, fazendo assim ser viva e fiel a sua palavra conosco.
Mas a questão aqui é, e a nossa fidelidade a Deus?
Nossa fidelidade a Deus começa quando renunciamos a nós mesmos e aceitamos viver segundo o Seu caminho.
Nisso ele nos produz uma nova vida com Cristo ( nascer de novo ) e experimentamos a graça de Deus por meio da fé em Cristo.
Ser Fiel a Deus é entregar o coração por inteiro, não é viver com um pé na verdade e outro na mentira, é ser fiel a Sua palavra e não ser fiel a uma religião, e viver em santidade, reconhecer o pecado e os erros, ser justo em meio a injustiça, é Amar sem privações.
“À medida que o santo cresce na sabedoria da verdade quanto a Deus e ao homem, ele repudiará a si mesmo e admirará mais e mais a Deus.
Quando a verdade a respeito de Deus e do indivíduo se interiorizarem, então faremos o que é justo, amaremos misericórdia, e andaremos em humildade diante de Deus”. Miquéias 6:8.
Terminando o post, quanto a nós, Seus filhos comprados com sangue, devemos ser fiéis Àquele que nunca faltará em fidelidade para conosco!
Isto é o que Ele requer de nós.
Na moral, pouco importará quando eu ou você morrer se na nossa caminhada de vida tivemos riquezas, grandes obras e honras neste mundão velho, mas importará muito mais se fomos fiéis ao nosso Redentor.
Que a fidelidade de Deus produza em nós, fontes aonde corram águas de fidelidade em Seu serviço glorioso.

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13 de out. de 2009

Deus e o mundo


Vivemos as coisas do mundo de maneira tão intensa que temos tempo “para quase tudo”. Trabalhamos, estudamos, nos divertimos, vamos a shopping, cinemas, bares, restaurantes, jogamos futebol, vamos à academia e nossa vibração com essas coisas, às vezes é muito GRANDE!
Já percebeu como comemoramos um gol de nosso time?  E para aqueles que gostam de uma festa, de beber, de dançar?
Como esta nossa relação com Deus? Quais são nossas prioridades? Nossas vibrações, nossa empolgação, estão no mesmo nível das outras coisas? Nós, seres humanos, não vivemos uma vida espiritual da mesma maneira que vivemos nossa vida física. Temos sempre preguiça; preguiça e ir a igreja, de ler a Bíblia, quando oramos muitas vezes dormimos no meio da oração, dificilmente deixamos de lado algo que temos que fazer pra irmos a uma igreja, orar, louvar, agradecer a Deus. Muitos de nós dizemos, “eu não preciso ir na igreja para buscar Deus”; com certeza não precisamos, mas independente se vamos ou não, a busca por uma vida espiritual mais forte tem que estar em primeiro lugar nas nossas vidas.
Tudo o que temos, nossa casa, nossa família, nosso trabalho, lazer…Tudo é de Deus e tudo pertence a Ele, pois para Ele são todas as coisas.
Devemos dar graças a Deus por tudo, agradecer sempre. Não esquecer disso nenhum momento, pois se não é da vontade DELE, não fazemos nada do que gostamos, não temos nada do que queremos.
Não devemos nos engrandecer com nada disso, pois a qualquer momento essas coisas podem passar, se essa for a vontade de Deus. Jesus nos deu o maior presente que podíamos ter… a vida eterna, e de graça, sem que merecêssemos; em troca, o que temos dada por Ele? Temos levado a palavra a outras pessoas que não conhecem a Cristo? O que temos feito ao nosso próximo? Tudo o que fazemos aos outros, fazemos para Deus.
Talvez esse texto não cause nenhum interesse em você, e sua vida continuará a ser assim, independente de Deus, buscando aproveitar cada vez mais as coisas do mundo. Mas um dia seremos todos julgados por nossos atos, sejam aqueles que são de Deus e aqueles que não são.
Por isso eu quero agradecer a Deus por tudo o que temos, por tudo o que Jesus nos deu, nos dá e continuará nos dando; quero agradecer por todos os momentos felizes que Ele proporciona em nossas vidas e também os momentos de dificuldades em que Ele nos carrega e nos sustenta.
Dediquemos mais tempo de nossas vidas para Jesus. Lembre-se que Ele já fez TUDO por nós. Quem ainda não conhece a vida com Jesus, que busque a Ele: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. MT 24:35.


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O gigante da dúvida


Certa vez, um apóstolo tratando sobre “fé versus dúvida” disse que aquele que se agarra na dúvida é como onda impelida pelo mar. É alguém de ânimo dobre ou de duas almas distintas, imprevisíveis e divididas.
Quer queiramos ou não, em diversas áreas da nossa vida, lutamos contra este gigante! Será que nós conseguimos? Será verdade? Será que podemos? Aconteceu mesmo?
Ao que tudo indica, a nossa própria finitude faz da dúvida uma experiência inevitável. Se a confiança faz o vencedor, a dúvida nos projeta para o desafio de não conseguir realizar, ou do perdedor. A dúvida é parasita que não sobrevive sozinho, ela se cercará de outras incertezas. Ela é uma espécie de peregrino procurando campos férteis para neles pousar e semear suas terríveis sementes. Onde ela chega, chega também a possibilidade do retrocesso.
É a mãe das incertezas e dos fracassos. Sabe enfraquecer os ânimos, destruir convicções, soprar suspeitas, inquietar a vida. Se a confiança pode nos estimular a buscar o caminho da vitória, da coragem e do ânimo, a dúvida pode nos paralisar.
Afirmam que os sonhos geram visões. Sendo fato, o sonhador deve ser visionário obstinado para alcançar a vitória. Na confiança é necessário buscar forças para vencer as dificuldades e o gigante da dúvida, que sempre surge como possibilidade. É preciso aprender a encarar os obstáculos, acreditando que não existem inimigos que não possam ser vencidos. Mas é também importante aprender a não subestimar para não sermos surpreendidos.
Temos que aprender a não perder de vista aquilo que é objetivo e meta, a fim de não sermos tragados pela onda do medo e da dúvida que tragou o apóstolo Pedro, depois de ter conquistado os primeiros passos da vitória.
É grave, pois a dúvida como atitude persistente constitui um obstáculo a qualquer ação construtiva e torna impossíveis os empreendimentos criadores.
Mas existe uma área em que a dúvida cumpre um papel importantíssimo na progressão espiritual do homem: é quando ela põe à prova a presunção oca e desafia a hipocrisia jactanciosa, colocando o homem a investigar honestamente, a estimular discussões e trocas de opiniões que instigam a busca da verdade. Duvidar com inteligência é argumentar para aprender, é admitir que estamos na dúvida mesmo e que queremos compreender melhor, queremos resposta satisfatória e não fuga da realidade.
Está aí um gigante diante de nós! Precisamos aprender a trabalhar com este gigante para não sermos julgados quando só conseguimos duvidar, e não precisarmos crer no que é absurdo ou obscuro quando, naquele momento, o que temos é a certeza da dúvida.
Vamos aprender a trabalhar com este gigante!
Rev. Jonas Zulske
Ministro Presbiteriano e Teólogo
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