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13 de nov. de 2009

Atletas de Cristo realizam turnê pela África


Craques nos campos e na fé levam o evangelho ao povo africano com o futebol.

Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel Renomados ex-jogadores do nosso futebol estão na África desde o dia 16 de julho. A missão vai muito além das partidas amistosas, o objetivo maior é espalhar o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo.

O time é formado por ex-craques famosos, todos “Atletas de Cristo”, movimento criado em 1984. Nomes conhecidos como: Paulo Sérgio (campeão do mundo pela seleção brasileira em 1994), Zé Carlos (vice-campeão em 1998), Giovanni (ex-Santos, Barcelona, Olympiacos e seleção), Paulo Cruz (ex-América), Batista (ex-Atlético e zagueiro da seleção brasileira). Eles fazem parte da “Turnê da Esperança”. Um desafio que levou 23 pessoas em uma viagem de 26 dias em solo africano.

Não é primeira vez que esses atletas deixam o Brasil para se tornarem missionários da bola. O futebol abriu portas e permitiu que as boas novas fossem pregadas no continente asiático no ano passado. A primeira turnê levou a seleção de Cristo a pregar até em Mianmar um dos países mais fechados para o evangelho.

Desta vez eles foram enviados ao continente africano. Depois de passarem por Burundi, Uganda e Madagascar, nossos craques e irmãos estão em Naiorobi, capital do Quênia. No último sábado eles enfrentaram a seleção local. Uma partida transmitida para 20 países. Veja o vídeo .

Os quenianos venceram por 1 a 0. Mas a atuação dos brazucas fez com que a imprensa local valorizasse ainda mais a vitória. O jornal DAILY NATION destacou: “Estrelas do Quênia silenciaram a batida do samba”. Mas o som que precisava ecoar… tocou. No embalo do evangelho os “Atletas de Cristo” não se calaram e aproveitaram a oportunidade para mais uma vez glorificar ao Senhor.

Nesta quarta, 06 de agosto, a equipe chega a Madagascar uma exótica ilha que fica no Oceano Índico próximo a costa africana. A região é conhecida pela grande biodiversidade e também pela prática da feitiçaria e ocultismo.
Nossos craques precisam das orações. No último boletim publicado no site oficial eles declararam:
Pedimos aos irmãos que continuem intercedendo por nós, precisamos de suas orações. O inimigo tem nos atacado por todos os lados, na saúde dos atletas, nos relacionamento com os nacionais, e algumas vezes nos problemas com a logística. Orem por sabedoria e graça sobre os organizadores locais, por nós que estamos na coordenação deste Projeto, e também para que nossos jogadores dêem seu melhor no jogo de sábado e continuem dando um bom testemunho em campo.
Contamos com suas orações e agradecemos por estarem nos acompanhando em mais esta jornada.
Um grande abraço,

 Equipe ALEM – Brasil Atletas de Cristo
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Testemunho: Ex paquito que disse que “Xuxa é satanista” hoje é missionário no pior país do mundo


Alexandre Canhoni, conhecido como Xand, é ex paquito que afirmou que Xuxa tinha pacto com o Diabo e era satanista, hoje vive no Niger e concedeu uma entrevista exclusiva a Globo, confira:
Visite: Gospel, Noticias Gospel, Videos Gospel, Musica Gospel O objetivo de Alexandre Canhoni era ajudar as pessoas que vivem no pior lugar do mundo. Depois de ter atuado na TV como paquito Xand do “Xou da Xuxa” e de ter deixado a carreira musical de lado para se tornar evangélico, ele tinha se decidido a viajar para algum lugar como Iraque, Paquistão, Serra Leoa, países em conflito em que a população sofria, e fazer trabalho humanitário. Foi quando ouviu falar do Níger, último colocado do ranking de Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, pela primeira vez. “Perguntei o que tinha por lá, e me disseram que ‘nada’”, contou, em entrevista ao G1, por telefone. Então, ele decidiu se mudar para Niamey, capital do país africano com a pior qualidade de vida do mundo, onde vive há oito anos.

“O país não tinha realmente nada”, contou. “Só agora chegaram detectores de metais no aeroporto, a previsão é de que chegue cartão de crédito daqui a cinco anos, há apenas três restaurantes e a cultura muçulmana é bem radical. Não tem cinema, são pouquíssimas as televisões, que normalmente têm uso comunitário e o que mais passa são programas religiosos islâmicos”, disse. Na capital, segundo ele, que hoje tem 38 anos, há algumas avenidas de asfalto e dois lugares com internet, como lan houses. A energia elétrica vem da Nigéria e muitas vezes falta. “Uma vez ficamos dois dias sem energia elétrica e perdemos muita comida que tínhamos em nossa geladeira.”

Localizado no oeste africano, logo abaixo do deserto do Saara (parte do território fica no deserto), o Níger ficou em 182º lugar no ranking de qualidade de vida, com IDH de 0,34, pior que o do Afeganistão, palco de uma ação militar comandada pelos Estados Unidos. A população de 15,3 milhões de nigerinos tem uma expectativa de vida de apenas 52 anos, e apenas 28% deles são alfabetizados. Trata-se de um dos países mais pobres do mundo, com Produto Interno Bruto per capita anual de apenas US$ 700 (cerca de R$ 1.200) (o do Brasil é de US$ 10.200, quase R$ 17.500, segundo a mesma fonte, a CIA).

Apesar da pobreza, segundo Canhoni, há também pessoas muito ricas no país, que vivem da exploração de urânio e petróleo e que chegam a serviço de multinacionais que, segundo Canhoni, não ajudam no desenvolvimento local. O problema é que há um abismo entre os ricos e os pobres, sem uma classe média, e o preço das coisas à venda é muito alto. “Um litro de leite nos dois únicos mercados custa o equivalente a R$ 6, um quilo de tomate pode chegar a R$ 25. Quanto mais pobre é o país, mais caras são as coisas. Não adianta levar dinheiro e a gente leva do Brasil o máximo de coisa que a gente pode. As pessoas são ou muito pobres ou muito ricas. Vivemos em um dos melhores bairros, mas em frente a nossa casa há barracos em que vivem muitas pessoas que ajudamos. É um contraste muito pior de que o tradicional de prédio de luxo e favela, que se vê no Brasil”, disse.

Segundo ele, os empregos são raríssimos. As pessoas normalmente trabalham como guardas na frente da casa de estrangeiros e ganhando muito pouco, que dá no máximo para comer. Alguns oferecem serviços de turismo, também, levando as pessoas para conhecer o deserto do Saara. “Gostaríamos de incentivar a formação de emprego atraindo empresas para lá, e com algo como uma central de reciclagem de lixo.”
Alexandre Canhoni e crianças nigerinas que recebem apoio no país de pior qualidade de vida do mundo
Brasileiros e ajuda

Canhoni é um dos criadores do grupo Ministério Guerreiros de Deus, que diz ser uma ONG aberta à participação de todos que queiram ajudar a população em dificuldade, não apenas uma instituição religiosa. No apoio que oferece à população carente, ele trabalha a nutrição e a formação de crianças e mulheres, sempre com trabalho religioso e leitura de mensagens bíblicas, contou. Esse tipo de ação em um país majoritariamente muçulmano (80%, segundo a CIA), faz com que sejam alvo de ataques e ameaças. “Chegaram a apedrejar nossa casa”, contou.

O grupo mora na capital, em uma casa alugada. Comprar imóvel por lá é muito caro, segundo ele. A casa é usada como moradia e abriga projetos de nutrição, aulas de músicas, marcenaria, cultos e atividades esportivas. O grupo também ensina mulheres a costurar, pintar e fazer artesanato. Canhoni disse que há também uma série de grupos internacionais que fazem projetos humanitários também. “Alguns só distribuem comidas, outras traduzem a Bíblia, mas somos pioneiros em dar uma apoio total de alimentação, lazer e formação de crianças carentes”, disse.

Entre as pessoas que atuam no trabalho humanitário, ele disse haver nove brasileiros. O país não tem uma representação oficial do Itamaraty, e a embaixada que cuida das relações com o Níger fica localizada na Nigéria – a região tem registro de 270 brasileiros entre os dois países, além de Burkina Faso. “Temos um conselho brasileiro de missionários no Níger. Sentimos falta de uma representação do Brasil, que está se tornando conhecido pelo nosso trabalho. Eles têm visto nossa bandeira, nossa cultura, mas falta representação oficial”, disse.
Coisas boas no pior lugar

Em um país sem “nada”, Canhoni disse ver o lado positivo nas pessoas, os nigerinos, que são receptivos e buscam melhorar um pouco sua vida. “Elas são pobres, não têm muita expectativa, mas são boas, se aproximam dos estrangeiros, buscam sair dessa situação horrível em que se encontram.” Pela pobreza, a corrupção é evidente, e maior de que no Brasil, segundo ele. “Mas não tem problemas de roubo como no Brasil. A lei islâmica é muito rigorosa, então é raro ver as pessoas fazerem isso. Elas têm uma consciência de não pegar o que não é delas, mesmo com toda a pobreza. As pessoas param para rezar, deixam o dinheiro de lado, mas não ocorre roubo.”

Canhoni conta que quem está no Níger para trabalhar com ajuda humanitária acaba não tendo tempo livre para lazer, então não sente falta disso. “Desde as 7h da manhã estamos ajudando eles, e trabalhamos até a noite.” Depois de oito anos vivendo assim, ele diz que sua expectativa é ficar lá até que o país saia da lista dos dez últimos países do mundo. “Ainda queremos montar escolas, centros esportivos, continuar desenvolvendo este trabalho para ajudar na vida difícil deles.”

Fonte: G1 / IDE 3.16
Via: Notícias Cristãs
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