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18 de jan. de 2010

Pós-Pecado

Como o cristão deveria reagir depois de pecar? Obviamente, em se tratando de um cristão-modelo, aceitaria o perdão de Deus e continuaria sua vida como se nada tivesse acontecido. Porém, certamente existem alguns que não tem essa reação.

Não raramente alguns, mesmo sabendo que estão perdoados por terem se arrependido, não conseguem se reerguer, superar o erro, acreditar em si mesmos de novo, sonhar novamente em fazer diferença no mundo. Isso porque, pensando bem (analisando um pouco mais a fundo), não é o pecado por si só que destrói, e sim a culpa (o medo, ou outro nome que quiserem nomear), que muitas vezes perdura após o pecado; essa sim paralisa (adormece, deprime) alguns cristãos.

Logicamente, a culpa atua numa profundidade diferente em cada pessoa. Alguns fingem que estão bem, outros fogem, outros se entregam a vícios (uma diversidade terminada em “holic”). Isso, pois, trata-se de uma questão mais psicológica do que espiritual. Não se nega o fato de que a vontade do Diabo é destruir o homem, inclusive contribuindo para que ele se sinta culpado pelo pecado. No entanto, o ser humano terá que lidar com sua psique enquanto viver essa vida terrena, pois sua alma estará ligada a ele até a morte.
Além disso, o espírito não anula os pensamentos e os sentimentos, ele pode apenas ajudar a alma a tomar as decisões e as atitudes certas. Cada pessoa já teve ou terá uma experiência pós-pecado; e, tendo em vista que cada um tem um desenvolvimento psíquico e espiritual diverso, a resposta à culpa resultante do pecado dependerá da intensidade com que cada um viveu o assunto.

Às vezes, o mais difícil, depois de pecar, não é reencontrar Deus, mas sim reencontrar a si mesmo. Pode-se dizer isso, pois, para alguns, mesmo sabendo que a humanidade é falha, e continuará sempre falhando, não conseguem conviver com o fato de que erraram, nem confiar que podem ser como eram antes de errarem, ou até melhores. Quantos estão perdidos no interior de si mesmos, sem que ninguém note? Quantos ainda nem descobriram que estão nesse estado por se sentirem culpados pelo pecado?

Busque a Deus, ajude a si mesmo e aos outros.

Por Maria Carolina D. Bortoloti
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15 de jan. de 2010

Fazer a diferença


A sensação que tenho ao ler a carta de Paulo a Timóteo é que estou sentado aos pés do apóstolo. A carta é viva e atual. O conselho de Paulo perpassou gerações. Ele é capaz de tocar nesta geração que deixou de mergulhar nos seus ensinamentos.


Inserido numa cultura depravada, opressora, sedutora, egoísta e que banalizava a fé cristã, Timóteo se deparou com a seguinte questão: vale a pena viver o evangelho? Será que as paixões que sinto não estão contrapondo a fé na qual fui ensinado desde a tenra idade?

Neste conjunto de fatos e realidades, eu sinto alguma ansiedade em relação ao futuro da liderança da igreja evangélica. Esta preocupação surge a partir dos valores que regem a vida dos jovens. Qual o grande desafio, então, para a juventude do terceiro milênio? Estamos “ativistas” ao invés de sermos dinâmicos. Estamos na onda, ao invés de estarmos sobre ela. Fomos envolvidos pela sociedade, ao invés de envolvê-la com o evangelho. A perda da identidade cristã em busca do ser e do ter tem feito inúmeras vítimas espirituais. Esta leitura possibilita um diagnóstico da igreja evangélica brasileira, a partir da nossa juventude comprometida com outros valores e princípios que não são eternos, mas passageiros e decepcionantes.

Surge uma pergunta inevitável: onde estão os “Timóteos” da nascente geração e do novo milênio? Isto é, onde estão os jovens que resistirão as pressões da cultura dominante? Quem permanecerá firme em seu comprometimento com a autoridade da Escritura? Quem usará sua vida deliberadamente servindo ao evangelho? Onde estão essas pessoas? Os grupos de jovens que existem nas igrejas estão desenvolvendo e nutrindo os valores do reino de Deus?

Um olhar cuidadoso e meticuloso fará com que o jovem perceba que a sociedade está enferma. Uma pesquisa recente do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) em parceria com a Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República apontou que 33 mil jovens, entre 12 e 18 anos, devem ser assassinados no Brasil de 2006 até 2012. Será que isto não mexe com você? Caro jovem cristão, você está inserido nesta pesquisa. Os seus braços ficarão cruzados enquanto você e tantos outros correm o risco da morte? Tudo isso porque esta sociedade está submersa na escuridão.

Esta geração possui uma fonte de riqueza muito grande em relação à capacidade de atingir multidões. Vão pelas avenidas, fazem protestos, lutam por direitos dos estudantes.

Ser um jovem cristão não é fácil. Tudo é lançado pronto: a comida, o estilo de roupa, o corte de cabelo, os adereços das mulheres. Infelizmente a juventude prioriza o recurso do “não-esforço”. Para que pensar se existe alguém que pode fazer isso? Para que mudar a realidade?

Por isso, vale destacar alguns jovens que fizeram a diferença. Por exemplo, o jovem americano Ashbel Green Simonton, que aos 26 anos foi ordenado pastor. Chegou ao Brasil em 1859 e desbravou o imenso campo missionário. Dedicou-se à evangelização e à assistência social. Em 1862 fundou a Primeira Igreja Presbiteriana do Brasil, em parceria com o Rev. Alexander Blackford. Um jovem que abriu mão de todo conforto e viu a sua esposa morrer no campo missionário brasileiro.

O jovem Simonton tinha uma saúde debilitada. Aos 34 anos morreu de febre amarela. Em nenhum momento se arrependeu de esgotar a sua vida em prol do reino de Deus. O glorificou até à morte. Ele assim disse no seu diário: “No retrospecto de minha própria vida durante o ano que agora se finda, sinto-me culpado. Aponto algumas obras realizadas da melhor maneira possível, mas em que medida tenho eu progredido na direção do céu? Aí é que me sinto em falta. Não consigo ir além da prece do publicano ‘Tem misericórdia de mim, pecador’. Como suspiro por um coração inteiramente dominado por Cristo”. Sem dúvida, ele foi um exemplo de vida para pecadores como nós.

Andressa Duarte Barragana, de Pelotas, RS, com apenas 13 anos acreditou que poderia ser alguém relevante. Dedicou a sua vida e o seu tempo para a transformação de vidas. Ela tinha a missão encravada no seu coração. Crianças, adultos e idosos foram impactados pela simplicidade e pelo espírito de serva que Andressa transmitia. Atos como um sorriso, um abraço e um olhar trouxeram a esperança para idosos que foram abandonados por seus familiares.

Uma jovem de apenas 13 anos ressocializou as mulheres da sua vizinhança. Ela proporcionou na sua casa oficinas de artes, “decoupage”, “biscuit” e artesanatos. A oração era um exercício diário da sua vida. Crianças foram despertadas. Esta jovem é o que caracteriza-se como viver para a glória de Deus. Andressa nasceu em 1994 e morreu aos 14 anos, em 2008. Ela fez o que eu levaria décadas para realizar. Ela mudou a vida de centenas de pessoas. Mais de cem foram batizadas por intermédio do seu ministério. Inúmeras vidas influenciadas pelo seu exemplo. Ela glorificou a Deus até no último momento da sua vida. Ela fez a diferença.

Nós, cristãos, temos o hábito de lamentar a deterioração dos padrões do mundo com um farisaico ar de grande desalento. Criticamos a sua violência, desonestidade, imoralidade, desrespeito para com a vida humana e sua ganância materialista. “O mundo está se afundando cada vez mais”, dizemos, com um encolher de ombros. Mas de quem é a culpa? Quem é responsável por isso? Se a sociedade se decompõe e seus padrões declinam a tal ponto, que ela acaba se tornando como uma noite escura ou um peixe malcheiroso, é um contra-senso culpá-la. Pois isto é exatamente o que acontece quando homens e mulheres “caídos” são deixados entregues à própria sorte e quando o egoísmo humano não é questionado. A pergunta a ser feita é:

“Onde está a juventude cristã? Por que os jovens cristãos não estão transformando a sociedade?”. Portanto, se a escuridão e a decomposição existem, a falha é nossa, e temos que assumir a culpa.

Você pode ser muito jovem, tímido e fraco (como Timóteo era). Você pode viver em um ambiente hostil (Timóteo vivia). Mas como Timóteo você possui todos os recursos que precisa. As Escrituras inspiradas por Deus podem guiar, equipar e inspirar você. Então permaneça firme: “Fortifica-te na graça que está em Cristo
Jesus” (2 Tm 2.1).

Christopher Marques
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8 de dez. de 2009

Igreja Gay: Uma vergonha para os evangélicos?


Obs. Tomem cuidado para diferenciar, na grafia, Igreja de igreja. Ou seja, a Igreja de Cristo de igreja, como igrejas locais, denominações, etc. Não sei se seria a pessoa mais indicada para comentar o ocorrido, o texto ou o título (que foi alterado, por sinal). Eu sou suspeito, pois a minha posição sempre será a da defesa da Igreja de Cristo. Seria bom que todos ouvissem um sermão do Pastor e missionário, Paul Washer, “Dez Acusações contra a igreja moderna” (YouTube), onde a 7ª acusação é: “Ignorância com relação a Natureza da Igreja”. Esta Igreja, que se acostumou falar contra, é a Igreja por quem Cristo deu a Sua vida.

Eu não vou defender nem um lado nem o outro do debate, mesmo por que não o ouvi. Seria leviano de minha parte falar dos participantes e suas opiniões, mas o debate em si, para mim é totalmente desnecessário. E pelo que foi dito, diria que o que se perdeu, foi a oportunidade de se pregar a Palavra de Deus.

O autor do texto disse assim: “Apenas afirmo que devemos ser mais misericordiosos, compassivos, agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria. Recuso-me a acreditar que Jesus os rechaçaria. Também não acredito que Ele estimularia que Seus seguidores se entrincheirassem contra os homossexuais, como tem sido feito”.

Gostaria de analisar o: “agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria”. A grande verdade, é que a maioria das pessoas não sabem COMO Jesus agiria. Aliás, sempre que se usa esse tipo argumento: “Jesus não faria assim…” sinto que falta temor de nossa parte ao afirmar isso. Primeiro quem somos nós para afirmar tal coisa? “Acaso anularás tu, de fato, o Meu juízo? Ou Me condenarás para que te justificares?” (Jó 40:8). No texto de João 8:3-11, por exemplo – Jesus usou de misericórdia para com a mulher adultera – diferente dos judeus praticantes que queriam aplicar a Lei (o juízo).

Usando de misericórdia, Jesus chamou os acusadores a uma análise de seus próprios pecados “Quem não tiver pecado atire a primeira pedra”. Mas Ele não parou por ai – perdoou a mulher e lhe disse, “VÁ E NÃO PEQUES MAIS”. Eis a fórmula de Jesus: Evangelho = restauração de vida, salvação, perdão, nova criatura, ETC..

Mas percebam que Ele não foi “politicamente correto” aconselhando-a a abrir uma igreja junto com as outras prostitutas já que os judeus não a aceitavam….

Não posso ser juiz e condenar, mas não posso tentar ser politicamente correto e concordar que hajam homossexuais salvos por Jesus e continuem na homosexualidade! Certamente Jesus condena a prática, e permanecer na prática em Seu nome é hipocrisia e blasfêmia. Aliás, a mesma de todo legalista!

Mesmo que não tenhamos um relato completo dos atos de Jesus nos Evangelhos, o restante da Bíblia retrata, assevera e deixa claro em todo Seu contexto, o que Jesus pensa.

Só para lembrar, a Bíblia é a Sua Palavra. E tudo o que está lá é o que Ele pensa e o que Ele pensa, é o que Ele FAZ. E uma coisa que, nunca…, repito, NUNCA Ele faria, seria, pactuar com o pecado. E Ele nunca concordaria com uma igreja Gay, assim como Ele não concorda com uma igreja que explora seus membros, assim como Ele não concorda com pastores que abusam espiritualmente das ovelhas de Cristo, assim como Ele não concorda com todas as igrejas que NÃO FAZEM MISSÕES….., eu poderia ir muito longe na lista!

Ah, uma coisa eu tenho certeza que Ele não faria. Ele nunca participaria de um debate desse tipo, ou de qualquer tipo. A única oportunidade que Ele teve para debater, Ele ficou calado, diante dos seus acusadores.

Enquanto nós perdemos tempo com debates que não levam a nada, Ele iria pregar arrependimento de pecados nas ruas, nos becos, nos valados. Aliás, é de lá que TODOS NÓS viemos. Nunca devemos nos esquecer disso. Aliás, também eu sou devedor a Ele pela salvação, pelo perdão, e misericórdia, que me tirou dos becos desta vida. E careço de Sua graça todo dia, até alcançar a estatura de varão perfeito!

Quando se diz, que essa igreja só existe para preencher uma lacuna deixada pela igreja, eu digo que esta é só mais um tipo de “igreja” sectária. Hoje em dia, é difícil ver igrejas plantadas por trabalhos missionários legítimos. O que vemos com frequência, são igrejas formadas por vaidade, divisões e conveniências. Esta não é diferente! Mas toda obra será provada pelo fogo um dia. Mas a culpa disso, eu tenho que concordar, é das igrejas tradicionais históricas. E por incompetência e desobediência ao Senhor Jesus!

Concordo plenamente com o autor do texto quando diz: “Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.”

A verdadeira razão porque essa e outras igrejas existem, para “classes minoritárias” e de “excluídos”, aqui e pelo mundo, é porque nas igrejas, deixou-se de pregar sobre pecado nos púlpitos. Estudem a história da Igreja, e vejam se, e quando os pastores e pregadores acusavam todo tipo de pecado nos púlpitos, e levavam o povo a reconhecê-los e se arrependerem dos pecados, e cressem no Evangelho, se essas aberrações na igreja existiam? O que existia era o seguinte, quem era crente, era crente! E ponto final. Quem não aceitava o sermão do púlpito, saía fora e apedrejava a igreja. Isso é história.

Vai aqui um conselho. Estudem, leiam sobre a história da Igreja. Leiam as biografias de homens como Charles H. Spurgeon. George Whitefield, João e Charles Wesley, e Jonathan Edwards, e muitos outros, para aprenderem o que e como pregavam. Sermões históricos como “Pecadores nas Mãos de um Deus irado”, por Jonathan Edwards ou “A morte, da morte, na morte de Cristo”, por John Owen, não se escuta mais.

Preocupo-me, com a “moda” de se jogar pedras na Igreja de Cristo. O Senhor Jesus disse “Todo reino dividido contra si mesmo ficará deserto, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mateus 12:25) . Parem de falar contra a Igreja, e façam de tudo para que Ela se levante gloriosa como deve ser. Será que ninguém percebe que quando falamos contra a igreja, cada um está falando contra si mesmo?
Leiam em 1 Coríntios 12:12-31, se têm coragem! E verão que quando falamos contra um, falamos contra nós mesmos. Pois somos membros de um mesmo Corpo. Vale lembrar Mateus 7:3, nas palavras de Jesus: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?”

Ao invés de criticar, julguem com ousadia a palavra que sai da boca de todos que se dizem pastores, pregadores, da classe religiosa como gostam de falar! Essa é a autorização e autoridade que temos. Julgar a palavra pregada pela Palavra de Deus como faziam os bereanos. Se o ensino não bate com a Palavra então, considera aquele que fala, anátema (Gálatas 1:8).

Pr. Sergio Menga
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Por que ser cristão se a igreja está cheia de hipócritas?


Uma das maiores desculpas que as pessoas usam para não abraçarem o cristianismo é com relação aos hipócritas na Igreja, tanto no passado como no presente. As pessoas gostam de apontar para as más ações feitas em nome de Cristo no passado tal como a Inquisição Espanhola, o julgamento de feiticeiras e outras ações horríveis.


Há também os exemplos de hoje, quando pregadores diáconos ou líderes da igreja são surpreendidos alcoolizados, em relações adúlteras ou outras atitudes não coniventes com o que dizem crer. Este tipo de comportamento tem levado muitos a dizer: “Se isto é cristianismo, então eu não quero nem uma parte dele sequer”.

Precisa-se admitir que houve hipocrisia na Igreja, e hoje não estamos livres de pessoas hipócritas. Um hipócrita é um ator que usa máscara. Ele diz uma coisa e faz outra.

Contudo, só porque na Igreja há hipócritas, não significa que todos os cristãos sejam hipócritas. Para cada exemplo de hipocrisia que pode ser apontado na Igreja, um outro exemplo pode ser apontado mostrando pessoas que estão vivendo de maneira compatível com os ensinamentos de Jesus Cristo.

É importante não confundir hipocrisia com pecado. Todos os cristãos são pecadores, mas nem todos os cristãos são hipócritas. Há uma falsa idéia de que o cristão é uma pessoa que não peca, mas a verdade é que para alguém chamar-se de cristão precisa admitir que é um pecador (1 João 1.5 a 2.2)

Todos os crentes, incluindo os clérigos, são seres humanos falíveis que estão propensos a todo tipo de pecado. Justamente porque uma pessoa não é perfeita não significa que ela seja falsa. A diferença entre os dois é importante. As falhas dos crentes não invalidam a verdade.

Jesus Cristo teve palavras muito ásperas para as pessoas que estavam praticando o pecado da hipocrisia, especialmente os líderes religiosos de seu tempo. Ele os denunciava com termos precisos.

“Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e uma vez feito o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mateus 23.15; ARA)

As pessoas podem entrar e entram no ministério por razões impróprias, ou elas podem transigir as convicções de fé. Quando agem assim estão erradas e a Bíblia denuncia isso claramente.

A cristandade não se apóia no que os cristãos fizeram através da história ou estão fazendo hoje. A cristandade se apóia na pessoa de Jesus, e Jesus não foi um hipócrita. Ele viveu em consonância com o que ensinava, e no fim de sua vida desafiou todos os que estiveram com Ele, dia e noite, por mais de três anos, a apontarem qualquer hipocrisia.

Seus discípulos ficaram calados, porque não havia nenhuma. Visto que a cristandade depende de Jesus, é errado tentar invalidar a fé cristã apontando as coisas horríveis feitas em nome do cristianismo.

Os incrédulos não podem ser desculpados de não crerem só porque é possível apontar para aqueles que simplesmente pretendem ser o que não são. Os cristãos hipócritas não podem ser desculpados baseados na falta de perfeição por causa dos efeitos terríveis que a hipocrisia traz.

Vejamos uma ilustração para esta questão. Por exemplo, o presidente de uma grande industria automobilística está sempre anunciando e falando a seus amigos que a sua indústria fabrica o melhor carro do país e é o único que deveríamos dirigir.

As revistas automotivas e os consumidores atenderam aos seus apelos. Mas, ele mesmo dirige o último modelo do concorrente (Talvez goste mais daquela cor)
Você diz, que hipócrita! Se ele acreditava no que dizia sobre o seu carro, ele devia estar dirigindo um. Isto provavelmente é verdade. Todavia ele sendo um hipócrita não invalida o fato de que seu carro não seja o melhor do país.

O mesmo é verdade sobre o cristianismo. As pessoas podem proclamar sua verdade, memo tendo vidas incompatíveis com suas declarações, mas isto não significa necessariamente que o cristianismo não seja verdadeiro.
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26 de nov. de 2009

Evangelho Kolynos



Você já escovou os dentes hoje?
Pra que escovar os dentes? É pra tirar o gosto ruim da boca? Pra melhorar seu hálito? Pra ter um sorriso mais branco? Pra conquistar alguém?!


Eu acho muito engraçado assistir comerciais de creme dental! Lembra da campanha de uma marca famosa, onde as pessoas pulavam dos barcos no mar azul e aquela voz de fundo fazia o “aaaahhhhh”? E as propagandas daquela marca que mostra os casais se beijando como se o mundo fosse acabar? E ainda aquela onde a menina dá um sorriso e é como se ela tivesse engolido uma lanterna que ilumina todo o ambiente!

Se você fosse de uma cultura primitiva e assistisse a esses comerciais pela primeira vez, você pensaria que esse tal de creme dental teria poderes especiais! Seria um creme mágico que transporta as pessoas para lugares paradisíacos, atrai o sexo oposto e ainda nos torna fluorecentes!

A última coisa que você pensaria é que o verdadeiro propósito do creme dental é a limpeza e a manutenção da saúde bucal!

As empresas, que estão sempre buscando aumentar sua participação de mercado, suas vendas e consequentemente seus lucros, focam em características secundárias dos produtos, como o gosto especial ou a sensação de hálito fresco, ou em possíveis aplicações sociais como a facilitação da conquista do sexo oposto, muitas vezes usando analogias visuais (água, neve, locais paradisíacos, etc), ignorando a primeira e mais importante propriedade do seu produto: a limpeza.

A questão que me veio à mente hoje enquanto escovava meus dentes, é que hoje em dia, ninguém compra um creme dental pelas propriedades ou qualidade, mas sim pelo sabor, pelo posicionamento da marca ou ainda, pelo comercial. Cada um compra o creme dental que mais lhe agrada, mesmo que não cumpra sua função principal!

Já percebeu como o mesmo acontece com o Evangelho?

Quantas vezes você já ouviu falar sobre o evangelho ser sobre relacionamento? Quantas vezes já ouviu o evangelho do ‘bem-estar’? Quantas vezes já ouviu que Jesus te ama? Quantas vezes já ouviu que o Evangelho é amar ao próximo?

Sempre que escuto essas coisas, eu sinto como se estivessem tentando me vender creme dental… Eu posso até acreditar que essas coisas são verdadeiras e fazem parte do Evangelho. Mas convenhamos, o Evangelho não é só isso!

Aí eu te pergunto… Qual é o verdadeiro propósito do evangelho? Ou melhor, o que é o verdadeiro evangelho?
Todas essas coisas, relacionamento, amor, aceitação, etc. São boas e louváveis… Mas será que isso é o Evangelho?

Nesses tempos de ‘politicamente correto’, não se fala mais sobre pecado. Consequentemente, não se fala mais sobre condenação (afinal, Deus é amor e tal) e no fim, eu nem sei mais do que estão tentando me salvar!
É muito comum ouvir sobre o que devemos fazer (amar ao próximo, fazer o bem, ações sociais, louvor, culto, comunhão, relacionamento ou até ofertas e dízimo), mas é raro ouvir sobre quem nós somos (pecadores) e sobre qual é a nossa situação (espiritualmente mortos e separados de Deus). Ouvimos pouco sobre quem é Deus (Criador, Santo, Soberano), sobre quem é Jesus (Salvador, Messias prometido, Sacrifício vivo no nosso lugar) e menos ainda sobre a Graça (favor não merecido. pela qual somos salvos por Deus através de Jesus Cristo).

Ouvimos mais sobre escolhas do que sobre arrependimento. A auto-ajuda substituiu a confissão de pecados. A música substituiu o louvor. E o louvor substituiu a adoração. E temos nos esquecido que o Evangelho significa “Boas Novas de salvação”.

Talvez esse seja um dos motivos pelos quais algumas muitas igrejas estão tão capengas fracas!

Ao invés de sermos transformados através do arrependimento e conversão diária para viver o evangelho, fazemos o caminho contrário, buscando a redenção através do amor ao próximo, relacionamento ou boas obras…

Não existe Evangelho sem arrependimento! Não existe arrependimento sem a consciência de pecado. E não existe consciência de pecado sem conhecimento da santidade de Deus, E ninguém vai saber que Deus é absolutamente santo, sem a pregação da Palavra de Deus.

Pois a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus, mas como crerão, se não há quem pregue?!

Precisamos ser mais como Paulo e nos concentrar em pregar somente o Evangelho de Cristo – mesmo para igrejas cheias de cristãos! Todas as outras coisas virão como consequência disso pela ação do Espírito Santo nas nossas vidas.

E da próxima vez que você ouvir uma pregação preste atenção se ela não é um comercial de creme dental, lembre-se do verdadeiro Evangelho de Cristo. Da sua verdadeira condição de pecador e da Graça infinita de Deus. Creia. Confesse. Arrependa-se. Viva o Evangelho.
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24 de nov. de 2009

O Cristianismo baseado em números


Estamos atualmente passando por um tempo em nossos templos (igrejas), em que a numeração dos membros ligados a estas comunidades, tornou-se mais importante do que a qualidade espiritual liberada dentro delas. Os números se tornaram mais importante do que o louvor e o culto que prestaremos Deus.

Na bíblia está escrito: “… se houverem dois ou mais reunidos em meu nome, ali Eu estarei”. Mais uma vez Deus mostra o quanto é simples e o que verdadeiramente importa é: PRESTAR CULTOS A ELE. Isso se torna algo simples, o Espirito Santo é muito simplista, ele quer o que verdadeiramente importa, nada além disso.

Há escassez de sabedoria e interpretação bíblica em muitos líderes religiosos (pastores) para entenderem que: O que mais vale é UMA alma no céu DO QUE O MUNDO INTEIRO. E isso infelizmente, tem se agravado muito. Seríamos uma geração debilitada pela falta de visão, ou as interpretações da bíblia tornou-se algo como nunca foi antes. Será que o Espírito Santo está se revelando de forma NUNCA VISTA? Sendo que tem se acrescentado até mais palavras insinuantemente “dizendo” que os discípulos esqueceram de pôr nela (na biblia)?.

O que tem acontecido, é um crescimento desordenado, com debilitações nos acompanhamentos e a perda rápida do foco entre o “povo” (a carência no pastoreio também existe). ATÉ QUANDO NÚMERO IRÁ MOSTRAR A FALSA QUALIDADE DE UMA IGREJA?

Esses líderes de igrejas numerosas, caem facilmente, podemos acompanhar os noticiários de nosso dia-a-dia. Esses buscam tanto por “almas”, simplesmente para lotar seus bancos, mais ao mesmo tempo os bancos estarão vazios.

Estando eles vazios, e não havendo a preocupação com essas almas vazias, elas se perdem e caem em processos de rancor e falta de perdão. Pois se na bíblia diz que: “… se um pastor tiver cem ovelhas e uma delas se perder pelo caminho, o pastor deve voltar e recolhe-la para que não se perca mais”, então, não estamos cumprindo o chamado de Deus. Se é para convivermos com pastores sem cajados, que se importam apenas com as ovelhas que estão saudáveis, então: PREFIRO VIVER O EVANGELHO “QUADRADO”.

Até quando nós, ovelhas, vamos ver nossos pastores dando maior atenção com aquelas que têm mais dinheiro? Ou simplesmente por serem apenas mais ovelhas? ATÉ QUANDO NÚMEROS SERÃO IMPORTANTES?

Todos somos filhos de Deus, todos temos direito a salvação e a vida eterna. Temos também direito ao acolhimento e direito de ter um guia.

Na hora de acolher, quando a “alma” está no mundo TODOS ACOLHEM. Todos querem aquele(a) para o seu “aquário” mas, quando a alma já la dentro do “aquário” e adoece, POUCOS QUEREM CUIDAR. E isto provoca algo chamado: ORFANDADE ESPIRITUAL.

Estamos atualmente em um tempo em que a bíblia se tornou uma prática desnecessária (principalmente para esses pastores pós-modernos). E as letras dos louvores se tornaram mais importantes do que há escrito na biblia, ou até mesmo (radicalizando) se tornaram nossas bíblias. E o “mais importante” , é que nossas igrejas estejam lotadas, para mostrar que: “esse são os nossos frutos”.

Não estou aqui criando esta publicação, para criticar a uma denominação específica, ou a alguma liderança religiosa da atualidade. O que quero é alertar do que tem acontecido hoje e expor minha opinião. Se há igrejas grandes, com muitas pessoas, amém. Claro, se estiver havendo foco correto (Deus).

E termino com o seguinte alerta: Precisamos vigiar! Devemos saber que verdadeiro foco do nosso coração deve ser Deus e ter cuidado para que ele não se perca, pois os dias são curtos, e tem chegado o tempo. E eu deixo a seguinte pergunta:

Como será o futuro da igreja?

Escrito Por Felipe Nogueira
Corrigido Por Thais Lira
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20 de nov. de 2009

igreja e Igreja!



Frank Viola explica e quebra a igreja em seu livro Reimagining Church, ele diz exatamente o que muitos pensam e não conseguem dizer sobre ser Igreja “pós-moderna”
Este paradigma está enraizado numa tentativa de praticar o Cristianismo sem pertencer a uma comunidade identificável que se reúne regularmente para adoração, oração, comunhão e edificação mútua. Os que defendem isso reivindicam que a interação social espontânea (como tomar café no Starbucks quando quer que desejarem) e amizades pessoais incorporam o significado Neo-testamentário de “igreja”. Aqueles que abraçam esse paradigma acreditam numa igreja sem forma, nebulosa, fantasma. Tal conceito está desconectado daquilo que encontramos no Novo Testamento. As igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis, identificáveis, possível de serem visitadas que se reuniam em um local em particular regularmente.
Esse ano em especial foi um ano de muitas pessoas escreverem metendo o pau na Igreja, todo o tipo de manifestação contra a Igreja não provem de Deus, e simples. O que devemos entender é o significado exato de quando falamos de Igreja Ekklesia da igreja institucional.
Se pegarmos todas as igrejas que estão se mantendo fora das correntes do cristianismo institucional, as grandes igrejas do mainframe “cristão” algumas delas não se reúnem em casa, cafés, lugares públicos, mas em lugares alugados. O ponto fraco visível e apalpável de suas reuniões se encontram em uma liturgia vazia, repetida regularmente a cada semana, passando despercebida por seus membros. Contudo se aparecer os “insastifeitos” pedindo e executado mudanças os lideres dessa igreja chamarão essas pessoas de “ovelhas negras”, censurando a irreverência deles e mostrando o “poder da igreja institucional”.

Na verdade todos que estão “metendo o pau” ou realizando coisas “bizzaras” na Igreja estão deficientes em relação à idéia de Igreja do Novo Testamento conhecida por ekklesia.



A ekklesia, significa sob as normas do Novo Testamento, é um grupo de cristãos que se reúnem em, para e pelo Senhor Jesus Cristo, exclusivamente. Infelizmente não vemos isso como um ponto básico hoje em dia. Além de ser uma assembléia de crentes que estão fortemente comprometidos com a Sua plena expressão dentro de sua comunidade. Jesus Cristo é o sangue que dá vida à ekklesia. Ele é o centro, a circunferência, o conteúdo, o foco e o ponto de reunião da comunidade. Os santos que se reúnem como ekklesia em um local em particular, estão consumidos com Cristo e nada mais.
A sua meta é fazer a ele visível em sua comunidade – sua marca é o crescente conhecimento no Senhor – e seu testemunho é um indiscutível amor de uns para com os outros.

Independe se é uma igreja em casas (vide espaço modular), igrejas institucional todas as igrejas que não estão caracterizadas por estas qualidades espirituais, não apenas perdem o passo, mas que estão dançando o rock equivocado.

A genuína ekklesia não está centrada em temas, pessoas ou doutrinas. Está centrada em Cristo. A ekklesia existe por uma razão e para um propósito exclusivamente – a indiscutível supremacia e centralidade de seu Senhor. De fato, desde o ponto de vista de Deus, a igreja é uma Pessoa, e não uma estrutura. É Jesus Cristo em sua expressão corporativa humana.

Se você não tem isso, não importa aonde você esteja, se é uma igreja em casa, cafés, igrejas institucional, você deve realmente fazer o papel da ekklesia do N.T, se não os problemas e crises vão estar enraizadas a uma dramática luta pelo poder, uma manipulação por impor um ponto de vista teológico ou uma falta de aceitação sobre certas personalidades, fazendo da verdadeira ekklesia uma simples Igreja.

Pelo fato de muitos não entenderem a diferença de igreja e Igreja ekklesia, muitos deixam de somar com a ekklesia e passam a destruir a Igreja que Deus deixou para fazer diferença no mundo.

Frank Viola está realmente certo pelo menos nesse ponto quando diz que as igrejas do primeiro século eram comunidades localizáveis e identificáveis, mas será que ele está falando de igreja ou da igreja ekklesia?

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19 de nov. de 2009

Manifesto contra o PLC 122/2006

“Pelo direito de livre manifestação de pensamento e liberdade de crença.”


corrente

No site Urro do Leão (http://urrodoleao.com.br/), encontra-se um material importante referente a Lei PLC 122/2006. Informações para manifestos como: Formulário disponível para envio; Telefones do Disque-Câmara e Alô-Senado e e-mail dos senadores.

Eis uma lei para uma ditadura, na qual direitos e obrigações que eram iguais passam a ser privados e punidos.
Façamos nossa parte, entre em contato, mande e-mails, se informe e não se conforme com este mundo (Rm 12:2).

Viste:
urro do leao
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18 de nov. de 2009

ALERTA URGENTE: “Evangelho” no Brasil à beira do caos!


O atual movimento evangélico brasileiro me assusta. Reconheço, sou mesmo desconfiado. Mas não é para menos. Tens visto os acontecimentos dos últimos meses? Não? Já se esqueceu? Tudo bem. Gentilmente refrescarei sua memória.

Os líderes de duas das principais igrejas neopentecostais do Brasil estão na mira acirrada da Justiça. As acusações são graves: desde lavagem de dinheiro a associação com narcotraficantes da Colômbia. O que tais líderes alegam? Na “cara limpa” e sem titubear afirmam que tudo isso nada mais é que “estratégia do diabo” para prejudicá-los e para “afetar o avanço Reino de Deus”. O mais interessante é que o principal reino afetado até agora com tais denúncias tem sido aqueles construídos em suas propriedades no Brasil e exterior, e nas suas contas bancárias que aglomeram fábulas de dinheiro, fruto das suas exorbitantes colheitas mercenárias. Estes “servos de Deus” abarrotam suas famílias e comparsas com bens de luxo, fruto da exploração descarada das massas sofridas e indefesas que lotam suas igrejas.

Assim como o apóstolo Paulo, alerto que o problema não é o surgimento de “obreiros fraudulentos” (2Co 11.13), pois isso é inevitável. O maior problema é saber se as ovelhas darão ouvidos às suas sedutoras propostas e investidas que visam apenas sugar-lhes aquilo que de melhor podem oferecer. Após extraírem sua pele, carne, sangue e gordura, as tangerão impiedosamente de “seus” currais ou, em casos cada vez mais comuns, despejarão suas carcaças nos cemitérios da incredulidade espiritual.

O maior perigo desse movimento reside justamente na falta de reflexão do nosso povo. Nossas ovelhas sofrem de obesidade mórbida, gerada pelo sedentarismo intelectual e racional. Importamos para nossas igrejas brasileiras o modelo eclesiástico onde os nossos líderes, e apenas eles, pensam por nós. O que eles disserem vira decreto e verdade inquestionável. Tais líderes romperam e descartaram o lacre da hermenêutica e da exegese reformada e tradicional e, em troca, ofereceram um modelo pragmático (simples a ponto de ser banal!) de interpretação bíblica. Resultado: Além do perseguidíssimo “êxtase” entorpecente, conseguiram fazer com que aberrações como as listadas a seguir invadissem a internet e os palcos das igrejas: “Menino de 2 anos de idade prega com ‘autoridade pentecostal”; No sul do Brasil, galo fala em línguas estranhas e galinha interpreta”; Mulher, com auto-falante na mão, ora com ‘autoridade’ ao Senhor, determinando que Ele ressuscite seu filho (o que não aconteceu…)”. Tais avacalhações são pratos cheios para críticas e chacotas por parte dos que ainda se atrevem a colocar a cabeça para funcionar nestas bandas do mundo. Pior ainda: tudo isso precipita novamente a igreja no profundo abismo onde imperam as trevas da escravizadora ignorância e manipulação espiritual.

É impossível não temer pelo futuro da igreja evangélica brasileira quando olhamos para este cenário. Os mais otimistas, e menos realistas, dirão que a preocupação é sem sentido. Afinal de contas, “as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor” (Mt 16.18). Mas é bem verdade, também, que não poderemos encontrar abrigo nessa afirmativa bíblica se as nossas igrejas não estiverem fincadas absolutamente na Palavra de Deus. Ou seja, se nossas igrejas não forem fiéis às Palavras do Senhor, suas portas serão abrupta e inevitavelmente fechadas e suas ovelhas dispersas.

Lembro-me de uma célebre frase que intriga: “Os que não conhecem a história estão condenados a repeti-la”. Apenas quem desconhece, ou nem mesmo ouviu falar do que tem acontecido nos EUA e na Europa, pode ficar “calmo, sereno e tranqüilo”. Na Europa, por exemplo, onde há algumas décadas fervia e “bombava” o avivamento Wesleyano, hoje templos estão sendo transformados em bares, boates, bordéis e cassinos. No berço do protestantismo, onde as conversões aconteciam aos milhares, hoje se amarga, em várias áreas, a realidade de conversões que, nas estatísticas mais otimistas, beiram cerca de 1% ao ano. Sem falar na frieza espiritual assoladora que varre as igrejas cristãs daquele continente, outrora conhecido por seu contagiante avivamento.

Esse movimento que atrai multidões, que as arrasta ao delírio gospel, que leva fãs evangélicos a andarem centenas de quilômetros para verem seus ídolos cantar, ministrar ou pregar, deve ser olhado por nós com desconfiança. É o nosso futuro, como igreja cristã brasileira, que está em jogo. Ou arregaçamos nossas mangas e começamos a lutar para desenvolver em nossas igrejas a cultura e o hábito da reflexão madura e bíblica dos fatos, ou dentro de pouco tempo estaremos chorando sobre o solo brasileiro, lamentando sua inevitável esterilidade, associada ao desprezo e descrédito do nosso povo à verdadeira e saudável pregação do Evangelho. Duvidas? Nesse caso, diferente do exigido por algumas igrejas, não precisa nem pagar pra ver…






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17 de nov. de 2009

Teologia da Prosperidade


Quando, na década de 80, a teologia da prosperidade chegou ao Brasil, ela veio como uma nova tese sobre a fé, prometia o céu aqui para o que tivesse certo tipo de fé. As promessas eram as mais mirabolantes: garantia de saúde a toda prova, riqueza, carros maravilhosos, salários altíssimos, posições de liderança, prosperidade ampla, geral e irrestrita. Lembro-me de, nessa época, ter ouvido de um ferrenho seguidor dessa teologia que, quem tivesse fé poderia, inclusive, negociar com Deus a data de sua morte, afirmava que, na nova condição de fé em que se encontrava, Deus teria de negociar com ele a data de sua partida para mundo dos que aguardam a ressurreição do corpo. Estamos, há cerca de vinte anos convivendo com isso, talvez, por isso, a grande pergunta sobre essa teologia seja: Como têm conseguido permanecer por tanto tempo? A tentação é responder a questão com uma sonora declaração sobre a veracidade desta proposição, ou seja, permanece porque é verdade, quem tem fé tem tudo isso e muito mais. Entretanto, quando se faz uma pesquisa, por mais elementar, o que se constata é que as promessas da teologia da prosperidade não se cumpriram, e, de fato, nem o poderiam, quando as regras da exegese e da hermenêutica são respeitadas, percebe-se: não há respaldo bíblico. Então qual a razão para essa longevidade?

Em primeiro lugar, a vida longa se sustenta pela criatividade, os pregadores dessa mensagem estão sempre se reinventando, bem fez um de seus mais expoentes pregadores quando passou a chamar seu programa de TV de “Show da Fé”, de fato é um espetáculo ás custas da boa fé do povo. Mesmo os mais discretos estão sempre expondo o povo, em alguns casos, quando mais simplório melhor, em outros, quanto mais bonita, e note-se o feminino, melhor. Além disso, é uma sucessão de invencionices: um dia é passar pela porta x, outro é tocar a trombeta y, ou empunhar a espada z, ou cobrir-se do manto x, e, por aí vai. Isso sem contar o sem número de amuletos ungidos, de águas fluidificadas e de bênçãos especiais. Suas igrejas são verdadeiros movimentos de massa, dirigidos por “pop stars” que tornam amadores os mais respeitados animadores de auditório da TV brasileira.

Em segundo lugar, a vida longa se mantém pela penitência; os pregadores dessa panacéia descobriram que o povo gosta de pagar pelos benefícios que recebe, algo como “não dever nada a ninguém”, fruto da cultura de penitência amplamente disseminada na igreja romana medieval, aliás, grande causadora da reforma protestante. Tudo nessas igrejas é pago. Ainda que cada movimento financeiro seja chamado de oferta, trata-se, na prática, de pagamento pela benção. Deus foi transformado num gordo e avaro banqueiro que está pronto a repartir as suas benesses para quem pagar bem, assim, o fiel é aquele que paga e o faz pela fé; a oferta, nessas comunidades, é a única prova de fé que alguém pode apresentar. Na idade média, como até hoje, entre os romanos, Deus podia ser pago com sacrifícios, tais como: carregar a cruz por um longo caminho num arremedo da via “crucis”, ou subir de joelhos um número absurdo de degraus, ou, em último caso, acender uma velinha qualquer, não é preciso dizer que a maioria escolhe a vela. Mas, isso é no romanismo! Quem quer prosperidade, cura, promoções, carrões e outros beneplácitos similares tem de pagar em moeda corrente, afinal, dinheiro chama dinheiro, diz a crença popular. E tem de pagar antes de receber e, se não receber não pode reclamar, porque Deus sabe o que faz e, se não liberou a bênção é porque não recebeu o suficiente ou não encontrou a fé meritória. Esses pregadores têm o consumidor ideal.

Em terceiro lugar são longevos porque justificam o capitalismo, embora, segundo Weber, o capitalismo seja fruto da ética protestante, (aliás, a bem da verdade é preciso que se diga que o capitalismo descrito por Max Weber em seu livro “A ética protestante e o espírito do capitalismo” não é, nem de longe, o praticado hoje, que se sustenta no consumismo, enquanto aquele se erguia da poupança, além disso, como sociólogo, Weber tirou uma foto, não fez um filme, suas teses se circunscrevem a sua época e nada mais) a fé, de modo geral, evangélica nunca se deu bem com a riqueza. A chegada, porém, dessa teologia mudou o quadro, o capital está, finalmente, justificado, foi promovido de grilhão que manieta a fé em troféu da mesma. Antes, o que se assenhoreava do capital tornava-se o avaro acumulador egoísta, agora, nessa tese, é o protótipo do ser humano de fé. Antes, o que corria atrás dos bens materiais era um mundano, hoje, para esses palradores, é o que busca o cumprimento das promessas celestiais. Juntamente com o capitalismo, essa mensagem justifica o individualismo, a bênção é para o que tem fé, ela é inalienável e intransferível. Eu soube de uma igreja dessas que, num rasgo de coerência, proibiu qualquer socorro social na comunidade para não premiar os que não tem fé. Assim, quem tem fé tem tudo quem não tem fé não tem nada. Antes, ter fé em Cristo colocava o sujeito na estrada da solidariedade, hoje, nesse tipo de pregação, o coloca no barranco da arrogância. Toda “esperteza” está justificada e incentivada. Não é de estranhar que ética seja um artigo em falta na vida e no “shopping center” de fé desses “ministros”.

Mas, o que isso tudo tem gerado, de verdade? Decepção, fragorosa decepção é tudo o que está sobrando no frigir dos ovos. As bênçãos mirabolantes não vieram porque Deus nunca as prometeu, e Deus não pode ser manipulado. O sucesso e a riqueza que, porventura, vieram foram mais fruto de manobras “espertalhonas”, para dizer o mínimo, do que resultado de fé. Aliás, para muitos foi ficando claro que o que chamavam de fé, nada mais era do que a ganância que cega, o antigo conto do vigário foi substituído pelo conto do pastor. Gente houve que ficou doente, mas, escondeu; perdeu o emprego, mas, mentiu; acreditou ter recebido a cura, encerrou o tratamento médico e morreu. Um bocado de gente tentando salvar as aparências, tentando defender os seus lideres de suas próprias mentiras e deslizes éticos e morais; um mundo marcado pela esquizofrenia. O individualismo acabou por gerar frieza, solidão e, principalmente, perda de identidade, porque a gente só se torna em comunidade. Tudo isso acontecendo enquanto muitos fiéis observavam o contraste entre si e seus pastores, eles sendo alcançados pela perda de bens, pela angústia de uma fé inoperante, pela perda de entes queridos que julgavam absolutamente curados e os pastores enriquecendo, melhorando sensivelmente o padrão de vida, adquirindo patrimônio digno de nota, sendo contado entre o “jet set”, virando artistas de TV, tudo em nome de um evangelho que diziam ter de ser pregado e que suas novas e portentosas posses avalizavam.

E onde estão estes decepcionados? E para onde estão indo os seus pares? Muitos estão, literalmente, por aí, perderam aquela fé, mas não acharam a que os apóstolos e profetas da escritura judaico-cristã anunciaram; ouviram o nome Cristo, mas não o encontraram e pararam de procurar. Talvez, estejam perdidos para evangelho; para sempre. Outros, no meio de tudo isso foram achados por Cristo e estão procurando pelo lugar onde ele se encontra. Para os primeiros não há muito que fazer a não ser interceder diante do Eterno, para que se apiede dos que foram vergonhosamente enganados; para os que estão a procura, entretanto, é preciso desenvolver uma pastoral. Eles não estão chegando como chegam os que estão em processo de reconhecimento de Deus e do seu Cristo. Estão batendo às portas das comunidades que julgam sérias com a Bíblia a procura de cura para a sua fé, para a sua forma de ser crente, para a sua esperança de salvação, para a sua falta de comunidade e para a sua confusão doutrinária. Precisam, finalmente, ver a Jesus Cristo e a si mesmos; precisam, em meio a tanta desinformação encontrar o ensino, em meio a tanto engano recuperar a esperança. Necessitam de comunidade e de identidade, de abraço e de paciência, de paz e de alento, de fraternidade e de exemplo, de doutrina e de vida abundante. Quem quer que há de recebê-los terá de preparar-se para tanto, mesmo porque, ainda que certos da confusão a que foram expostos, a cultura que trazem é a única que têm e, nos momentos de crise, de qualquer natureza, será a partir desta que reagirão, até que o discipulado bíblico construa, com o tempo, uma nova e saudável cultura.

Hoje, para além de tudo o que encerra a sua missão, a Igreja tem de corrigir os erros que, em seu nome, e, em muitos casos, sob a sua silenciosa conivência, foram e, ainda, estão sendo cometidos.
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16 de nov. de 2009

Não Quero Mais Ser Evangélico!


“Irmãos, uni-vos! Pastores evangélicos criam sindicato e cobram direitos trabalhistas das Igrejas”. Esse, o título da matéria, chocante, publicada pela revista Veja de 9 de junho de 1999 anunciando formação do “Sindicato dos Pastores Evangélicos no Brasil”.


Foi a gota d’água! Ao ler a matéria acima finalmente me dei conta de que o termo “evangélico” perdeu, por completo, seu conteúdo original. Ser evangélico, pelo menos no Brasil, não significa mais ser praticante e pregador do Evangelho (Boas Novas) de Jesus Cristo, mas, a condição de membro de um segmento do Cristianismo, com cada vez menor relacionamento histórico com a Reforma Protestante – o segmento mais complicado, controverso, dividido e contraditório do Cristianismo. O significado de ser pastor evangélico, então, é melhor nem falar, para não incorrer no risco de ser grosseiro.

Não quero mais ser evangélico! Quero voltar para Jesus Cristo, para a boa notícia que Ele é e ensinou. Voltemos a ser adoradores do Pai porque, segundo Jesus, são estes os que o Pai procura e, não, por mão de obra especializada ou por “profissionais da fé”. Voltemos à consciência de que o Caminho, a Verdade e a Vida é uma Pessoa e não um corpo de doutrinas e/ou tradições, nascidas da tentativa de dissecarmos Deus; de que, estar no caminho, conhecer a verdade e desfrutar a vida é relacionar-se intensamente com essa Pessoa: Jesus de Nazaré, o Cristo, o Filho do Deus vivo. Quero os dogmas que nascem desse encontro: uma leitura bíblica que nos faça ver Jesus Cristo e não uma leitura bibliólatra. Não quero a espiritualidade que se sustenta em prodígios, no mínimo discutíveis, e sim, a que se manifesta no caráter.

Chega dessa “diabose”! Voltemos à graça, à centralidade da cruz, onde tudo foi consumado. Voltemos à consciência de que fomos achados por Ele, que começou em cada filho Seu algo que vai completar: voltemos às orações e jejuns, não como fruto de obrigação ou moeda de troca, mas, como namoro apaixonado com o Ser amado da alma resgatada.

Voltemos ao amor, à convicção de que ser cristão é amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos: voltemos aos irmãos, não como membros de um sindicato, de um clube, ou de uma sociedade anônima, mas, como membros do corpo de Cristo. Quero relacionar-me com eles como as crianças relacionam-se com os que as alimentam – em profundo amor e senso de dependência: quero voltar a ser guardião de meu irmão e não seu juiz. Voltemos ao amor que agasalha no frio, assiste na dor, dessedenta na sede, alimenta na fome, que reparte, que não usa o pronome “meu”, mas, o pronome “nosso”.

Para que os títulos: “pastor”, “reverendo”, “bispo”, “apóstolo”, o que eles significam, se todos são sacerdotes? Quero voltar a ser leigo! Para que o clericalismo? Voltemos, ao sermos servos uns dos outros aos dons do corpo que correm soltos e dão o tom litúrgico da reunião dos santos; ao, “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu lá estarei” de Mateus 18.20. Que o culto seja do povo e não dos dirigentes – chega de show! Voltemos aos presbíteros e diáconos, não como títulos, mas, como função: os que, sob unção da igreja local, cuidam da ministração da Palavra, da vida de oração da comunidade e para que ninguém tenha necessidade, seja material, espiritual ou social. Chega de ministérios megalômanos onde o povo de Deus é mão de obra ou massa de manobra!

Para que os templos, o institucionalismo, o denominacionalismo? Voltemos às catacumbas, à igreja local. Por que o pulpitocentrismo? Voltemos ao “instruí-vos uns aos outros” (Cl 3. 16).

Por que a pressão pelo crescimento? Jesus Cristo não nos ordenou a sermos uma Igreja que cresce, mas, uma Igreja que aparece: “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras, e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. “(Mt 5.16). Vamos anunciar com nossa vida, serviço e palavras “todo o Evangelho ao homem… a todos os homens”. Deixemos o crescimento para o Espírito Santo que “acrescenta dia a dia os que haverão de ser salvos”, sem adulterar a mensagem.


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